No legislativo
Aterro sanitário e situação dos catadores de recicláveis audiência pública nessa terça (4)
A audiência foi requerida pelo vereador Thiago Silva (PMDB) e acontecerá nessa terça-feira, 4, a partir das 19 horas, na própria Câmara
03 de Agosto de 2015, 16h01
A implantação de um aterro sanitário e a situação dos catadores de recicláveis, que sobrevivem retirando do lixo os materiais que ainda tem algum valor comercial, será tema de uma audiência pública na Câmara Municipal. A audiência foi requerida pelo vereador Thiago Silva (PMDB) e acontecerá nessa terça-feira, 4, a partir das 19 horas, na própria Câmara.
O aterro sanitário da cidade atualmente está em construção, próximo à estrada que leva ao distrito de São Lourenço de Fátima, e está sob responsabilidade da construtora Replan, por sua vez contratada pela Financial, empresa que opera a coleta de lixo na cidade.
A decisão de debater o assunto com a sociedade é bem vista pelo biólogo e ambientalista Almir Araújo, presidente da ONG Arareau de Pesquisa e Educação Ambiental, que diz esperar pela oportunidade há muitos anos. "Essa audiência é tudo que nós, ambientalistas que militamos na cidade, queríamos. Todos nós vimos lutando há pelo menos dez anos para que seja construído o nosso aterro sanitário e seja dada a destinação correta para o nosso lixo. Isso é vital para o poder público, para as ONGs ligadas à questão ambiental, mas principalmente para a sociedade, que é a principal interessada", disse.
Na mesma linha, a militante ambiental Ana Paula Beer considera que a audiência é necessária para se debater o assunto com a sociedade e levanta inúmeros questionamentos que devem pautar a audiência. "É importante que todos tenhamos claro que o descarte em lixão, como ocorre atualmente, é completamente errado e é uma barbaridade o que fazemos, pois ele polui o nosso subsolo. É muito bom que passemos a ter um aterro sanitário, mas queremos saber onde ele ficará, se ele fará a captação correta do chorume e do gás metano produzido pelo lixo?", questionou.
Ela ainda levanta questões como o valor que será cobrado, a famosa 'taxa do lixo', aprovada pelos vereadores em 2013 e que será cobrada de acordo com o volume de lixo produzido por cada residência, além da destinação do entulho resultante de reformas e construções civis. "Todos esses questionamentos precisam ser esclarecidos para a população, que não tem nenhuma informação à esse respeito. Nós precisamos saber também como ficará a situação dos catadores de recicláveis, se a empresa vai fazer campanhas de conscientização junto à população para a questão da separação do lixo, pois o aterro sanitário exige isso. Enfim, é um momento único e de muita importância para a cidade. Eu espero que a população entenda isso, compareça e contribua com os questionamentos, pois as cobranças não podem ficar por conta de uma ou de algumas pessoas. Depois que tudo já estiver decidido, não vai adiantar nada cobrar", emendou.
Outra situação que deve ser questionada pelos ambientalistas será o manejo do atual lixão da cidade, que pertence á prefeitura da cidade. "Nós também queremos saber o que vai ser feito com a área do atual lixão, pois a área está comprometida e precisa ser recuperada", concluiu Ana Paula Beer.