AGRESSÃO

Profissionais são agredidos durante cobertura de assassinato a policial e revide em Cuiabá

por GazetaMT

03 de Agosto de 2016, 09h56

Profissionais são agredidos durante cobertura de assassinato a policial e revide em Cuiabá
Profissionais são agredidos durante cobertura de assassinato a policial e revide em Cuiabá

O caso ocorreu na capital do Estado. Durante a cobertura de um assassinato a um policial, jornalistas e demais profissionais da imprensa foram agredidos por outros militares, incomodados com o registro de um caso marcado pelo revide (o assassino do policial acabou sendo executado à queima roupa por um agente, como revelado em manchete pela versão impressa do jornal A Gazeta publicada nesta quarta-feira). Saiba mais aqui.

Em nota, parte da imprensa local repudiou a ação dos militares, que desrespeitaram a dignidade dos profissionais, bem com feriram um dos princípios básicos da reconhecida e conquistada Lei de Imprensa.

A profissão do jornalista é de risco e exposição aos mais variados perigos. Entretanto, ser vítima de quem tem o dever constitucional de servir e proteger a esta e a todas as demais categorias da sociedade ultrapassa as linhas de quaisquer absurdos.

É dever da imprensa compreender o clima de tensão que envolve uma ocorrência policial. Também o agravante por se tratar da morte de um colega. Neste caso em específico, duas execuções. Nada, porém, pode justificar a agressão gratuita aos profissionais em atendimento ao interesse público.

Em solidariedade aos colegas de imprensa, esta coluna republica nota emitida pela redação do site de notícias Olhar Direto.

 

Agressão gratuita

A agressão a profissionais de imprensa, durante reportagem sobre assassinato de um policial militar no bairro CPA III,  é inaceitável e inadmissível. Um militar chegou ao ponto de esfregar sua carteira funcional no rosto de um jornalista, que também foi agredido com um soco na face. A cena, lamentável, trata-se de uma falta de respeito inadmissível sob todos os aspectos, para com os veículos de comunicação de Mato Grosso. Talvez seja essencial que o governador Pedro Taques (PSDB) determine um melhor treinamento das Polícias Civil e Militar no tratamento com a imprensa, principalmente porque há jovens com mentalidade aberta, distantes da truculência do passado. É de suma importância para as próprias instituições, como PM e PJC, que não se abra um precedente perigoso para que outras agressões gratuitas se repitam, no futuro, contra a imprensa mato-grossense. O respeito mútuo é essencial.