EM TRAMITAÇÃO

Projeto prevê qualificação profissional para mulheres vítimas de violência doméstica

Com a implementação da nova lei, essas mulheres poderão ter acesso à capacitação técnica através de cursos profissionalizantes

por GazetaMT

03 de Agosto de 2016, 07h31

Projeto prevê qualificação profissional para mulheres vítimas de violência doméstica
Projeto prevê qualificação profissional para mulheres vítimas de violência doméstica

Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso o Projeto de Lei 312/2016, de autoria do deputado Eduardo Botelho (PSB), vice-presidente da Mesa Diretora da Casa, que institui a Política Estadual de Qualificação Técnica e Profissional às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar em Mato Grosso.

Com a implementação da nova lei, essas mulheres poderão ter acesso à capacitação técnica através de cursos profissionalizantes, disponibilizados gratuitamente pelo Estado - que pode estabelecer parcerias com organizações e outras instâncias de poder para efetivar os cursos.

Para a defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), "estabelecer políticas que promovam a qualificação profissional e contribuam para a reinserção social é de extrema importância, pois a dependência econômica e financeira é um dos fatores que desencorajam as vítimas de se desvencilharem do relacionamento abusivo e do lar violento", afirma.

A violência doméstica e familiar contra a mulher é definida pela Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) como qualquer ação ou omissão que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. E o agressor pode ser qualquer pessoa do convívio doméstico, inclusive do sexo feminino.

Esse tipo de ação é mais comum do que se imagina e está presente em todas as classes sociais. Porém as mulheres de baixa renda são as que têm mais dificuldades de romper o ciclo de agressões, por se tratar de uma vítima que muitas vezes não tem emprego, não tem casa própria, com filhos para sustentar e na dependência do agressor.

Para a ampliação das redes de apoio e serviços de atendimento, entre as medidas já existentes, que visam dar mais confiança e autonomia para que elas façam o enfrentamento da situação, a lei assegura o encaminhamento da mulher, caso necessário, a inclusão prioritária em programas habitacionais, como "Minha Casa Minha Vida".