IMPASSE
Resistência de Medeiros à aliança com o MDB ameaça rachar o partido
03 de Agosto de 2026, 14h34
Na eminência da consolidação da aliança entre o PL e o MDB em Mato Grosso pode provocar uma divisão interna na legenda liberal. Caso o deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), confirme a recusa em subir palanque com o pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes também do PL. Restando migra seiu apoio formal à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
O estopim para a crise foi a confirmação feita por Fagundes neste domingo (02) de que a deputada estadual e presidente do MDB em MT, Janaína Riva, ocupará a vaga de pré-candidata ao Senado na sua chapa majoritária.
Histórico da divergência
A posição de Medeiros mantém o alinhamento crítico que o deputado demonstra desde o início das articulações estaduais.
Incompatibilidade ideológica de Medeiros, que sempre defendeu que PL e MDB ocupam espectros políticos opostos e que uma composição com a deputada Janaína Riva feriria os princípios da sigla.
Em declarações anteriores, o parlamentar chegou a classificar a união entre os dois partidos como inviável, apostando que a liderança do PL recuaria do acordo. Interlocutores apontam que Medeiros atribui a costura final da coligação à interferência política do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
A decisão de Medeiros de "bater o pé" e rejeitar a dobradinha coloca em xeque a unidade do PL no estado e abre caminho para um palanque duplo na base conservadora mato-grossense.