Militância quer, mas medo de retaliação deve impedir cúpula do PR de expulsar Éder Moraes

por GazetaMT

03 de Setembro de 2012, 11h23

Militância quer, mas medo de retaliação deve impedir cúpula do PR de expulsar Éder Moraes
Militância quer, mas medo de retaliação deve impedir cúpula do PR de expulsar Éder Moraes

A direção do Partido da República-PR tem um grande abacaxi para descascar nesta semana. Militantes do partido e também das outras legendas que apoiam a candidatura de Mauro Mendes (PSB) a prefeito da capital estão exigindo a expulsão de Éder Moraes dos quadros republicanos. O motivo é a decisão dele de apoiar a candidatura de Lúdio Cabral (PT) - principal adversário de Mendes.

Éder Moraes não tem poupado críticas a Mauro Mendes e acenou que tem munição pesada para alimentar a campanha petista. Apesar disso, a cúpula do PR dá sinais de que não atenderá às bases e deve manter o dissidente na legenda.

A recusa dos caciques do PR tem motivação objetiva. Éder Moraes foi uma espécie de 'coringa' na gestão de Blairo Maggi (PR) e, até pouco tempo, do governador Silval Barbosa (PMDB). 

Dizem que, além da determinação demonstrada nos diversos cargos que ocupou (Presidente do MT Fomento, Secretário de Fazenda, chefe da Casa Civil, presidente da Agecopa e secretário da SECOPA), ele teria aproveitado para montar dossiês comprometedores sobre figuras do alto escalão do governo e até dos próprios governadores.

Quem já viu, garante que as informações reunidas por Éder Moraes são explosivas e poderiam reduzir às cinzas a reputação de muita gente importante.  Daí a recusa dos caciques republicanos em excluí-lo do partido.

É como diz o ditado: "Quem tem rabo de palha, não mexe com fogo".