2014

Apesar de articulações, Rogério Salles nega intenção de disputar vaga de federal

'Se depender só da minha vontade, eu não vou disputar nenhum cargo ano que vem', disse o vice-prefeito

por

03 de Setembro de 2013, 10h01

Apesar de articulações, Rogério Salles nega intenção de disputar vaga de federal
Apesar de articulações, Rogério Salles nega intenção de disputar vaga de federal

A candidatura de Rogério Salles depende de o atual prefeito não deixar o cargo para disputar um cargo majoritário - Foto Marcos Magalhães/GazetaMTO vice-prefeito rondonopolitano Rogério Salles (PSDB), cogitado como sendo o provável nome para a disputa de um cargo de deputado federal do grupo que apoiou a campanha vitoriosa do prefeito Percival Muniz (PPS) em 2012, reconhece que existem articulações nesse sentido, mas nega que tenha o desejo pessoal de sair à disputa. Mesmo assim, como político experiente que é, ele não nega a possibilidade de sair candidato.

"Se depender só da minha vontade, eu não vou disputar nenhum cargo ano que vem. Mas eu sou filiado a um partido político e não posso dizer que não serei candidato, pois se a pessoa se filia a um partido é para participar da política, né?", conjecturou o líder tucano.

Apesar de Rogério não tocar no assunto, a sua possível candidatura depende de uma série de amarrações políticas, que passam pelo sucesso da administração e também depende de o atual prefeito não deixar o cargo para disputar um cargo majoritário, o que o levaria a ter de ficar à frente da administração.

Tido como uma das maiores expressões do PSDB no estado, Rogério é um crítico da administração do governador Silval Barbosa (PMDB) e articula um projeto oposicionista ao grupo que há tempos comanda o estado, com a participação do DEM, PPS, PSB, PDT, tendo o senador Pedro Taques (PDT) como provável candidato a governador.

"Nós precisamos tirar esse grupo que está aí no poder e dar um novo rumo ao estado, que não merece ficar sofrendo diante da inércia desse governo. Por isso, eu defendo uma discussão dos partidos de oposição, que passam pelo PPS e DEM e definir um projeto alternativo para o estado", defendeu Salles.

Sobre a administração da segunda cidade mais importante do estado, Salles admite que os gestores têm enfrentado dificuldades, o que diminuiria o peso político de seu grupo na eleição estadual. "Nós estamos pagando o preço ainda das administrações fracassadas que passaram pela prefeitura e, até o momento, estamos tentando reorganizar a cidade e a administração ainda está muito amarrada, longe do que gostaríamos que estivesse. Se, ao contrário, tivéssemos pegado uma administração mais redonda, a nossa influência (política) estaria potencializada. Mas da forma como estamos, acredito que não teremos uma participação determinante para a eleição do ano que vem", comentou.

Para o vice, esse quadro impediu que a administração 'decolasse' e que os seus gestores colham os seus frutos políticos. "Uma gestão bem avaliada é aquela que inaugura obras que mudam a cara da cidade e melhoram a vida da população, o que nós ainda não conseguimos fazer. O que vejo é que o grande problema que enfrentamos é de gestão e isso não é uma coisa que muda só com a vontade do gestor. E não muda de uma hora para outra, pois tem a ver com a cultura tanto do servidor quanto da população", disse.

Caso Rogério Salles não saia candidato, o segundo nome do grupo para a disputa é do vereador Thiago Muniz (PPS), que já declarou sua intenção de sair candidato ao cargo. Para deputado estadual, os tucanos já fecharam questão em torno da pré-candidatura do vereador Rodrigo da Zaeli, que já se articula para a disputa.