Pedra Preta
Procurador acusa vice-prefeito de manobra para cassar mandato de Mariledi
Prefeita será investigada por não ter encaminhado balancetes de prestação de contas à Câmara Municipal.
03 de Setembro de 2013, 06h04
O procurador geral da Prefeitura de Pedra Preta, Edno Damasceno, reagiu com indignação ao recebimento da denúncia contra a prefeita Mariledi Araújo Coelho (PDT). A medida, tomada ontem (02) por oito votos a três, abre caminho para um processo que pode culminar com uma CPI visando a cassação do mandato. Segundo o procurador, tudo não passa de uma manobra política visando assumir o comando do Executivo.
"Está claro que não houve nada de errado. A prefeitura tem cumprido rigorosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal e também as normas de transparência exigidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Estão buscando uma brecha na legislação municipal como pretexto para cassar a prefeita", acusou.
O procurador afirmou que a manobra na Câmara seria uma tentativa de forçar a prefeita a fazer concessões a um grupo de vereadores.
Ele não esclareceu que tipo de concessões seria, mas afirmou que um dos mentores e principal beneficiário das ações é o vice-prefeito da cidade Braulino Ferreira Rocha.
Edno Damasceno disse ainda que o Executivo aguardará a sequência do procedimento na Câmara Municipal e poderá recorrer ao Poder Judiciário caso ocorra uma tentativa de cassação do mandato.
O vice-prefeito da cidade não foi localizado para falar sobre o assunto.