Taques

CPI criada para apurar espionagem dos EUA terá mato-grossense como vice presidente

O senador Pedro Taques (PDT) disse que momento favorece debate amplo sobre a questão da proteção nacional

por GazetaMT

03 de Setembro de 2013, 19h49

CPI criada para apurar espionagem dos EUA terá mato-grossense como vice presidente
CPI criada para apurar espionagem dos EUA terá mato-grossense como vice presidente

O senador Pedro Taques (PDT-MT) foi eleito, nesta terça-feira (03), vice-presidente da 'CPI da Espionagem', a Comissão Parlamentar de Inquérito criada no Senado para investigar denúncia de que o governo americano monitorou milhões de e-mails e telefonemas no Brasil - incluindo mensagens da presidente Dilma Rousseff e outras autoridades do Governo Federal. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) fica como presidente e Ricardo Ferraço (PMDB-ES) será o relator dos trabalhos.

Composta por 11 senadores titulares e sete suplentes, a comissão inicia os trabalhos, nesta semana, investigando quais empresas de telecomunicação no Brasil estariam colaborando com os Estados Unidos por meio de transferência de dados sigilosos.

"Não há Estado independente sem que ele seja soberano. A Comissão terá um importante papel não só na elucidação das denúncias de espionagem, como também na discussão sobre como o Brasil deverá proceder na questão da proteção nacional", afirmou Pedro Taques.

Além de ampliar o leque de conhecimento acerca dessas operações realizadas pelos Estados Unidos, a CPI da Espionagem terá o objetivo de analisar a capacidade de defesa do Estado brasileiro diante dessa situação e avaliar até que ponto decisões foram tomadas sob influência desses atos de espionagem.

Pedro Taques lembrou que, neste final de semana, novas informações levadas ao conhecimento público atingem diretamente os interesses do Estado. Após o jornalista Glenn Greenwald informar à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), no início de agosto, que novas informações poderiam ser divulgadas, o programa Fantástico, da TV Globo, informou que a presidente Dilma Rousseff foi alvo de espionagem. Greenwaldfoi o responsável por expor programas secretos dos Estados Unidos com base em dados vazados pelo ex-técnico da Agência de Segurança Americana (NSA) Edward Snowden.