Viagra Feminino uma Revolução Social

por MARIA AUGUSTA RIBEIRO

03 de Setembro de 2015, 13h00

Viagra Feminino uma Revolução Social
Viagra Feminino uma Revolução Social

Recentemente o primeiro medicamento para aumentar a libido das mulheres foi aprovado pela FDA (FoodandDrugAdministration), o que é uma revolução em muitos sentidos.

Não apenas pelo medicamento, mas pela possibilidade de levar cura a distúrbios sexuais onde em outros tempos as mulheres se quer mencionavam sua existência por pudor.

A ideia que deve ter passado na cabeça de muitos de tomar um Viagra e dar outra pílula para a sua companhia e ter uma noite de sexo estratosférico não é a realidade.

A versão feminina do Viagra  rosa chega ao mercado americano sob forte  ideia de revolução sexual. Mas o que precisamos saber é que a droga não funciona como a masculina que você toma e aumenta o fluxo sanguíneo na região genital pouco antes do sexo.

O principio ativo do Viagra feminino o Flibaserin, age  no sistema nervoso central da mulher. Por isso deve ser tomado diariamente e não somente antes da relação sexual.

Com o nome comercial de Addyi é direcionado para quem sofre de distúrbio de desejo sexual hipoativo .

Os efeitos colaterais da nova droga incluem náuseas, sonolência e ate desmaios. Porem a preocupação do laboratório é a ingestão de álcool junto com medicamento o que pode causar sedação.

O que de fato fez a pílula cor de rosa foi estimular uma revolução social, incentivando o debate sobre a igualdade de gênero , o acesso a saúde feminina e ate mesmo o poder de escolha da mulher em ter ou não prazer sexual.

Frequentemente quando observamos uma mulher mal humorada a primeira referencia que fazemos é Ah! Ela deve ser mal amada. E por isso acredito que uma pílula que pode mudar a vida de alguém pode ser sim ferramenta de transformação social. Vale a pena refletir não acham?

 

*Maria Augusta Ribeiro escreve para o Belicosa.com.br é Coordenadora de Comunicação da BPW América Latina