RONDONÓPOLIS

Policiais do Amazonas e de MT cumprem 17 mandados de prisão contra golpistas da internet

Foram expedidos 17 mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão contra os estelionatários

por Rondonópolis, MT - Sirlei Alves

03 de Setembro de 2019, 13h16

Policiais do Amazonas e de MT cumprem 17 mandados de prisão contra golpistas da internet
Policiais do Amazonas e de MT cumprem 17 mandados de prisão contra golpistas da internet

Dos 17 alvos, 16 são detentos que se encontram recolhidos na mesma cela da Mata Grande. (Foto: Sirlei Alves/GazetaMT)As Polícias Civil dos estados do Amazonas e de Mato Grosso deflagram, na manhã desta terça-feira (03), uma operação para combater uma organização criminosa que atuava dentro e fora da Penitenciária Major Eldo Sá Correia, a Mata Grande, em Rondonópolis. (MT). Foram expedidos 17 mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão contra os estelionatários.

As ordens de prisão e busca e apreensão foram decretadas pela Justiça da Comarca de Manaus (AM), contra 16 detentos que se encontram recolhidos na mesma cela da Mata Grande. A 17º pessoa procurada é a esposa de um dos reeducandos, que foi presa pelos policiais civis em casa, localizada no Bairro Dom Osório.

Durante buscas na cela dos suspeitos, foram apreendidos 76 chips, três aparelhos celulares, seis porções de maconha e 28 cadernos com anotações. Na casa da mulher, os policiais apreenderam um veículo Golf, uma motocicleta e mais de R$ 1,1 mil em dinheiro.

As investigações da Polícia Civil do Amazonas, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) de Manaus, apontam que os suspeitos praticavam golpes de estelionato, por meio de aplicativo de celular "WhatsApp", e fizeram vítimas em vários estados, incluindo o Amazonas.

Segundo a investigação, nos últimos dois anos, foram registradas mais de 200 ocorrências, desse tipo de crime cometido pela mesma quadrilha somente no Distrito Federal (DF). Ainda segundo a investigação, o suspeito nunca aparecia, somente enviava mensagens de texto e áudios para as vítimas.

O golpe acontecia quando o comprador (vítima), interessado pelo preço, entrava em contato com o estelionatário, o qual age como intermediário do vendedor. O golpista, então, afirma para o proprietário do veículo que o comprador (vítima) tem uma dívida com ele.

A mesma versão era apresentada ao comprador (cliente), falando que o dono do carro tinha uma dívida com ele (golpista). A mentira é contada porque logo em seguida o estelionatário solicita para ambos não falarem de valores, quando a pessoa interessada na compra for fazer vistoriar o veículo.

Depois de negócio fechado, o estelionatário, fazendo o papel de intermediador, informa ao comprador a conta bancária para depósito, e solicita que o depósito seja feito rapidamente.

O golpe foi descoberto, após um comprador perceber que o depósito não havia sido realizado em nome do verdadeiro vendedor, e sim de uma terceira pessoa que seria integrante da quadrilha de estelionatário.

Participaram da operação, denominada "Falsários de Net", a Polícia Civil do Amazonas (AM) com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), de Rondonópolis e o Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), além do Sistema Penitenciário.