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TJMT decreta indisponibilidade de bens de José Carlos do Pátio por improbidade administrativa

O ex-prefeito é acusado de promoção pessoal às custas do dinheiro público e teve os bens bloqueados até o valor de R$ 99,1 mil

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30 de Janeiro de 2014, 10h53

TJMT decreta indisponibilidade de bens de José Carlos do Pátio por improbidade administrativa
TJMT decreta indisponibilidade de bens de José Carlos do Pátio por improbidade administrativa

O ex-pefeito é acusado de fazer propaganda pessoal com dinheiro públicoO desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, concedeu liminar solicitada pelo Ministério Público do Estado e decretou a indisponibilidade de bens de José Carlos do Pátio, até o valor de R$ 99.135,39. O ex-prefeito de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) responde a Ação de Improbidade Administrativa, ajuizada pelo Ministério Público devido a fortes indícios de dano ao erário. (Protocolo nº 4066)

O valor determinado para indisponibilidade de bens se refere ao ressarcimento de gasto com veiculação de imagem do gestor público. Para o desembargador, o artigo 7º da Lei 8.429/92 permite que seja decretada a indisponibilidade com o objetivo de assegurar o resultado prático do processo e a viabilidade da realização do direito afirmado pelo autor.

"A maior utilidade (da liminar) é a de assegurar bens dos infratores para garantir a efetividade do provimento judicial e impedir o risco de dilapidação do patrimônio", afirma a decisão do desembargador.

O ex-prefeito é acusado de promoção pessoal às custas do dinheiro público, pois mandou produzir e divulgar diversos vídeos, supostamente informativos, que mostravam massivamente sua imagem a todas as pessoas que visitavam os prédios públicos municipais nos quais foram instalados aparelhos de vídeos.

Essa situação provocou a abertura de Procedimento Administrativo, utilizado como embasamento à ação do Ministério Público. Ao receber a demanda, o juiz determinou a citação de José Carlos para apresentar contestação e indeferiu a indisponibilidade de bens do ex-prefeito, por considerar a medida extrema, sem risco de lesão grave ou de difícil reparação.

A decisão de Primeiro Grau motivou o Ministério Público a buscar, por meio de agravo de instrumento, reverter a questão e alcançar a concessão de medida cautelar de indisponibilidade de bens do ex-prefeito, o que foi deferido pelo desembargador José Zuquim.

 

(com informações do TJMT)