Febre Amarela
Enfermeira esclarece dúvidas sobre a doença e orienta população sobre vacinação em Rondonópolis
“Única dose da vacina é imunização para o resto da vida”, diz Ministério da Saúde
30 de Janeiro de 2018, 09h47
Apesar de vários casos da febre amarela terem sido registrados em estados como São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro neste ano de 2018, em Mato Grosso nenhum caso da doença foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde até esta terça-feira (30).
Em Rondonópolis, também não existe motivos para "desespero" conforme a Magda Rosa, enfermeira do setor de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde.
"A população pode ficar tranquila, pois não temos nenhum caso oficialmente comunicado a Secretaria de Saúde. Esta doença é de notificação compulsória, ou seja, de forma imediata, e até hoje não tivemos a informação de nenhum macaco que tenha sido encontrado morto no município, ou na região de mata próxima da cidade. A morte desse animal é nosso principal sinal de alerta" afirma.
Ainda durante entrevista ao site GazetaMT, Magda aproveitou para esclarecer algumas dúvidas sobre a doença.
O macaco pode transmitir febre amarela?
Conforme a enfermeira, a febre amarela é uma doença infecciosa, causada por vírus e transmitida pelo mosquito Haemagogus. No entanto, muitas pessoas ainda acreditam que o macaco seja o transmissor da febre amarela, e diante disso, acabam matando alguns animais.
Já sou vacinado. Preciso repetir a dose?
Este é um dos principais problemas enfrentados pelos órgãos de saúde no país. Devido ao assunto ter si tornado abrangente na mídia nacional, muitas pessoas estão procurando os postos de saúde em busca das doses da vacina.
Mas, segundo a enfermeira, desde o início de 2017, o Brasil segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de uma única dose. Ou seja, adultos vacinados não precisam repeti-la. Estudos científicos demonstram que apenas uma dose é suficiente para que o organismo continue com anticorpos o resto da vida.
Ainda sobre o processo de vacinação, Magda Rosa, afirma que o cartão de vacinação é a única forma de comprovação que a pessoa tomou a dose. Porém, algumas acabam perdendo esse documento e voltam para tomar uma segunda, ou terceira dose em um período muito curto. "É preciso que a população guarde o cartão de vacinação como documento importante, pois tomar a dose por mais de uma vez pode trazer consequências graves".
Quem pode ser imunizado?
O Ministério da Saúde recomenda a vacinação em crianças a partir de 9 meses de idade (6 meses em áreas endêmicas) e pessoas que moram próximo a áreas de risco até menores de 59 anos. Idosos a partir de 60 anos, gestantes, pessoas que fizeram tratamento com quimioterapia ou radioterapia, portadores de doença renal, hepática ou no sangue e pessoas que fazem uso de corticoide devem consultar o médico.
Estão impedidas de tomar a vacina pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. Essas pessoas devem buscar outros meios de proteção, tais como o uso de roupas compridas, de repelente, de mosquiteiros e telas protetoras.
Atualmente, a dose da vacina está disponível em 47 salas de vacinação nos postos de saúde de Rondonópolis.