COBRANÇA ONLINE

Transmissão ao vivo da Câmara conta com questionamentos de internautas

“E o asfalto do parque universitário e Oasis (?)” questionou moradora. Outro espectador apontou Anel Viário

por Robson Morais

30 de Janeiro de 2019, 14h41

Transmissão ao vivo da Câmara conta com questionamentos de internautas
Transmissão ao vivo da Câmara conta com questionamentos de internautas

Foto: ReproduçãoÀs quartas-feiras, dia da Sessão Ordinária da Câmara dos Vereadores de Rondonópolis, os trabalhos da Casa são transmitidos ao vivo pela internet. No Facebook, tudo o que se discute ali pode ser acompanhado mesmo que de longe pela população, dos discursos na Tribuna à votação de projetos previstos em pauta. Mais que audiência, o espaço virtual tem rendido cobranças.

Durante a sessão de hoje, 30, já no início, a transmissão foi tomada por comentários de internautas. "E o asfalto do parque universitário e Oasis e parceira falam que o dinheiro está no banco só esperando a prefeitura agora eu estou sabendo que o dinheiro voltou?", disse uma espectadora.

Outro trouxe à tona a questão do Anel Viário, via de responsabilidade do Estado que deverá passar por reformas com apoio do Poder municipal. "O que será Feito do Anel Viário? Vai ficar daquele jeito mesmo? Com tantas cobranças das autoridades e ninguém vai fazer nada?", questionou.

Vereadores discordam

Na semana passada, vereadores discordaram do apoio municipal às obras no Anel Viário, que liga Avenida dos Estudantes à MT-130. No início do mês, equipes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e o prefeito José Carlos do Pátio -SD se reuniram para firmar o acordo. Os serviços paliativos contarão com mão-de-obra e acompanhamento custeados pelo município.

Governista, o vereador Elton Mazetti -PSC se pronunciou favorável ao trabalho em conjunto. De responsabilidade do governo estadual, o Anel Viário, problema antigo, tende  a se tornar, na opinião do parlamentar, intransitável. "Só quem está perdendo carro e moto ali sabe da dificuldade. Se formos esperar que o Estado resolva não teremos solução de novo", disse. O social cristão prometeu que iria a Cuiabá na última sexta-feira, 25, acompanhar o andamento da proposta de acordo.

Desde a reunião entre Pátio e Sinfra-MT, a previsão para início dos serviços emergenciais de tapa-buraco no Anel Viário era de 10 a 12 dias. Pelo acordo o Estado arca com os materiais e o município com o custeio da mão-de-obra e acompanhamento dos serviços.

João Mototaxi -PSL pediu aparte. Breve, contrariou o vereador governista. "O que eu quero dizer é que sou contra esta parceria. Quem tem que resolver o Anel Viário é o Governo do Estado. O município tem é ir tapar os buracos dentro dos bairros".

Problema antigo

O Anel Viário tem 35 anos de construção. Pela mais recente situação ocasionada pelas chuvas, a parceria entre Prefeitura e Sinfra é emergencial. "Ontem nos tivemos uma reunião com o secretário de Estado de infraestrutura, o engenheiro Marcelo Oliveira. Nessa reunião ele me perguntou se a Prefeitura poderia ser parceira e nós aceitamos. O Governo está começando agora e tem várias questões pontuais para resolver", argumentou o prefeito Pátio.

Os trabalhos deverão ocorrer no período entre chuvas. A principal preocupação é agilizar as obras com vistas ao escoamento da safra de grãos prevista para este início de ano. Segundo a Sinfra, a operação tapa-buraco tem previsão de início em 10 a 12 dias. "O que a população precisa entender que é um serviço paliativo. O Anel Viário é uma jurisdição do governo do Estado e carece urgentemente de obras definitivas", completou o prefeito.