Transparência adotada no 'Caso João César' fortalece atuação da Polícia Civil
30 de Outubro de 2012, 01h04
A Polícia Civil não poupou esforços ontem para convencer à imprensa (e a população) de que fez um bom trabalho na investigação do assassinado do servidor público João César Domingos - executado com dois tiros na cabeça no dia 20 de setembro, quando concorria a uma vaga na Câmara pelo PMDB.
O Buxixo conversou com alguns jornalistas que lá estiveram e ficou sabendo que foram atendidas todas as sugestões que havíamos feito aqui. A entrevista coletiva contou com a presença dos investigadores, dos delegados e foram apresentadas todas as provas reunidas no inquérito - incluindo a arma usada para fazer os disparos.
Ainda falta o resultado do exame de balística que confirmará se a arma mostrada foi mesmo a que matou João César. Mas os jornalistas puderam conversar livremente com os dois jovens presos e ambos admitiram ter praticado o homicídio. Disseram que compraram a arma juntos e que cada um fez um disparo.
A mãe e familiares de João César também acompanharam a entrevista coletiva e mostraram-se satisfeitos com o resultado da investigação policial. Acreditam que os responsáveis pelo crime estão presos e contam agora com o trâmite judicial para que a Justiça se realize por inteiro.
É cedo para dizer se toda a população também se sentirá convencida de que o crime está devidamente esclarecido. Mas, é preciso dizer, a argumentação da Polícia Civil está fundamentada sobre provas robustas e deve ser respeitada. A disposição para a transparência também reforça o trabalho policial.
É claro que todos tem o direito de não concordar com o que foi apurado e divulgado. Mas, a partir de agora, quem quiser contestar os policiais publicamente precisará agir da mesma forma: com transparência e baseado em provas.