repercussão
Vereadores repercutem reeleição da presidente Dilma Rousseff
Eles não são unânimes ao fato de que a reeleição da presidente Dilma Rousseff seja um fato positivo ou negativo para a cidade
30 de Outubro de 2014, 16h24
Os vereadores rondonopolitanos, bastante divididos quanto à eleição para presidente da República, principalmente no segundo turno, quando a maioria apertada ficou com o tucano Aécio Neves, também não são unânimes ao fato de que a reeleição da presidente Dilma Rousseff seja um fato positivo ou negativo para a cidade.
Para o vereador Mauro Campos (PT), companheiro de partido da presidente, como não poderia deixar de ser, o fato é altamente positivo para a cidade. "A reeleição da Dilma muito é importante para darmos continuidade nas ações do Governo Federal. Nossa cidade nunca conseguiu tantos recursos federais como nos governos Lula e Dilma e essa reeleição significa um avanço para o Brasil enquanto nação soberana e todo o povo faz parte dessa vitória", disse.
Outro que se mostrou eufórico com o segundo governo da petista é Thiago Silva (PMDB), para quem a cidade já foi bastante beneficiada nos últimos anos. "Acredito que para Rondonópolis isso é ótimo, pois nos últimos 12 anos a cidade viu avançar muito obras que antes eram só promessa, como a duplicação da BR 364, que já ceifou muitas vidas de pais de família da nossa cidade e hoje é uma realidade nesse governo. Outro grande acontecimento foi a chegada dos trilhos da Ferronorte. Essas duas grandes obras são fundamentais para que a cidade possa continuar se desenvolvendo", disse.
"E não há como negar o que esse governo fez pelo social, como os programas habitacionais. Antigamente a gente andava pelos bairros e encontrava muitas famílias morando debaixo de uma lona. Agora, isso acabou. Na área educacional temos o IFMT (Instituto Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso) e a expansão do campus da UFMT com a implantação de novos cursos na UFMT. Lula e Dilma ajudaram a consolidar Rondonópolis como um polo desenvolvido", concluiu Silva.
Já o vereador Fábio Cardozo (PPS), que declarou voto em Aécio Neves, defendeu mudanças nos rumos da economia do País, mas disse que respeita a decisão da maioria e que a cidade não deve ser prejudicada. "Primeiro, temos que respeitar a decisão da população, mas vejo que do ponto de visto da macroeconômico seria melhor a eleição do Aécio Neves. Seria importante alguns investimentos estruturais para o controle da inflação e uma alternância do poder, até para atrair novos investimentos para o País. Mas para Rondonópolis eu não acredito que vá haver prejuízo do ponto de vista dos investimentos e dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida, que todos os dois manteriam', analisou.
Já o vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB), que é do mesmo partido do candidato derrotado Aécio Neves, é mais crítico e dispara contra os programas sociais, principalmente o Bolsa Família, a quem define como 'escravizante'. "Essa vitória da Dilma significa a vitória do jeito do PT fazer política, que transforma a população refém do sistema que escraviza e tira os sonhos das pessoas, pois põe a pessoa a votar naquilo que momentaneamente ela está ganhando. Não é assim a ideologia da democracia", disse.
Ele aponta como negativas a 'dúvida' de grandes empresas e empresários, que, ainda segundo Zaeli, não tem confiança nos rumos da política econômica do novo governo e também criticou o baixo desenvolvimento. "O governo se orgulha de dizer que 50 milhões de pessoas não morrem de fome por que pegam Bolsa Família. Daqui a quatro anos vão ser 100 milhões? As pessoas que pagam os impostos com os quais são bancados os programas sociais tem dúvidas quanto aos rumos que serão dados para a economia nesse novo governo. Eu mesmo não vou fazer nenhum investimento e vou tocar os meus negócios do jeito que estão mesmo", concluiu.
Na mesma linha crítica, mas um pouco menos pesado no tom, o presidente da Câmara, Ibrahim Zaher (PSD), que votou em Aécio, prevê uma dificuldade inicial de relação entre a presidente e o governador eleito de Mato Grosso, o pedetista Pedro Taques, mas ele diz torcer por um bom governo. "Eu acho que pelo fato do futuro governador ter sido da oposição à presidente, esse é um momento de reconstrução, mas quem não pode ser prejudicada com isso é a população. O estado arrecada muitos impostos no nosso estado e eu desejo que ela faça um bom governo e que os valores que pagamos em impostos retornem para cá e melhorem a vida da população", opinou.