FEMINICÍDIO
Empresário e PM são indiciados pela morte de enfermeira no interior
A vítima foi encontrada morta no dia 08 de outubro, em uma região de mata no município, sem os braços e sem a cabeça.
30 de Outubro de 2019, 10h00

O empresário Ronaldo da Rosa e o policial militar Marcos Vinícius Pereira Ricardi, foram indiciados pelo assassinato da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, que no município de Sinop.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal da cidade, aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) e ambos deverão responder pelo crime de feminícidio por motivo fútil e utilizando de meio cruel.
"Recebo a denúncia ofertada pelo Ministério Público, dando os denunciados Ronaldo da Silva como incurso no artigo 121, §2º, incisos II (motivo fútil), III (meio cruel), IV (recurso que dificultou a defesa da vítima) e VI (feminicídio) e artigo 211, ambos do Código Penal, sob os efeitos da Lei nº 8.072/90 e Marcos Vinícius Pereira Ricardi como incurso no artigo 121, §2º, inciso I (motivo torpe), III (meio cruel), IV (recurso que dificultou a defesa da vítima) e VI (feminicídio) e artigo 211, todos do Código Penal", diz trecho da ação.
Zuilda foi dada como desaparecida pelo empresário que era companheiro da vítima no dia 27 de setembro. O corpo da mulher só foi encontrado no último dia 08, em uma região de mata sem os braços e sem a cabeça.
Conforme decisão, os acusados têm um prazo de 10 dias para responder a acusação, devendo arrolar até 8 testemunhas, bem como oferecer documentos, justificações e provas que comprovem seus argumentos.
A magistrada ainda determinou que a autoridade policial encaminhe a certidão de óbito da vítima, bem como exame de confronto de DNA.

Relembre o caso
Conforme o boletim de ocorrência, o marido de Zuilda procurou a delegacia para registrar o desaparecimento da enfermeira. Ele afirmou que passou no hospital onde ela trabalha para buscá-la após o término do plantão.
Como ele estava trabalhando com venda espetinhos, deixou a mulher em casa e voltou ao trabalho. Devido a demora de ela comparecer ao estabelecimento do casal, ele resolveu retornar a casa para procura-la.
Na casa, o homem constatou que a mulher e uma Toyota SW4 preta não estavam no local. Como disse ter achado que ela estava na igreja, resolveu voltar para o trabalho. Já por volta das 21 horas, Horas mais tarde, ele afirmou que encontrou a caminhonete estacionada em frente à residência e trancada.
Dentro do carro, a perícia encontrou marcas de sangue e cabelo da vítima.
De acordo com o delegado Carlos Eduardo Muniz, o crime foi motivado por constantes discussões entre a vítima e o marido e também com o soldado da Polícia Militar.
O policial prestava serviços no estabelecimento da família, foi preso e confessou o crime.
Em seu depoimento, o militar contou que a intenção inicial era apenas 'dar um susto na vítima', simulando uma tentativa de roubo, porém, a situação saiu do controle e eles acabaram matando a vítima.