"FORÇAS OCULTAS"

Deputado sai em defesa de Bolsonaro que foi citado em investigação

O caso veio a público durante uma reportagem exibida no Jornal Nacional dessa terça-feira (29)

por Rondonópolis, MT - Estevan de Melo

30 de Outubro de 2019, 14h55

Deputado sai em defesa de Bolsonaro que foi citado em investigação
Deputado sai em defesa de Bolsonaro que foi citado em investigação

O deputado estadual por Mato Grosso, Delegado Claudinei (PSL), usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira (30), para fazer a defesa do Presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). O Presidente foi citado na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o caso veio a público durante uma reportagem exibida no Jornal Nacional dessa terça-feira (29).

O Delegado Claudinei classificou de "ataca e manipulação" envolvendo a imprensa. "Forças ocultas estão querendo manchar a imagem do nosso presidente Bolsonaro que está na Ásia, no Oriente Médio, na Arábia Saudita, buscando investimentos para tirar o país. Para tirar o país desta crise financeira que se instalou principalmente por causa desses governos corruptos anteriores, nesses últimos 16, 18 anos, que instalaram corrupção ativa no país", disse.

"O presidente Bolsonaro precisa de muita força de muita oração nesse momento. Ele fez um vídeo ontem desabafando contra essa rede de televisão que fez esse jornalismo manipulado ontem. Como é que conseguem informações sigilosas do inquérito, de uma investigação sobre a morte lá da vereadora Marielle, que o0correu em março de 2018? Agora chega à informação, que o próprio Presidente falou, que pode até o governador do Rio de Janeiro está por trás dessa manipulação e passando essas informações privilegiadas a essa rede de televisão já pensando nas eleições de 2022 que teria interesse de concorrer a Presidente da República de nosso país. Isso é uma vergonha!', desabafou o deputado.

Veja o vídeo:

 

O caso

O nome do presidente Jair Bolsonaro foi citado na investigação da morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL). De acordo com a reportagem veiculada pelo Jornal Nacional, a polícia descobriu que o suspeito Élcio de Queiroz entrou no condomínio Vivendas da Barras em 14 de março de 2018, dia em que a parlamentar foi assassinada, alegando que visitaria Bolsonaro, então deputado federal, mas foi se encontrar com o outro suspeito do crime, Ronnie Lessa.

O presidente tem duas casas no local e, de acordo com a reportagem, registros da Câmara dos Deputados mostram a presença de Bolsonaro em duas votações no plenário no dia, uma às 14h e outra às 20h30.