Ministério Público investiga denúncia que beneficia Grupo André Maggi
O promotor Célio Fúrio, diz que essa denúncia causa dúvidas sobre obra pública.
30 de Novembro de 2011, 09h49

Uma denúncia anônima referente a drenagem e pavimentação de ruas em Cuiabá, obra que teria favorecido a futura sede do Grupo André Maggi, do Senador Blairo Maggi (PR), faz com que o Ministério Público de Mato Grosso abra investigação para apurar o caso.
De acordo com o promotor que coordena o Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa, Célio Joubert Fúrio, apesar da denúncia ser anônima, tem fundamento e coerência. Ele já determinou expedição de ofício á Secretaria de Transporte indagando a origem dos recursos empregados na obra, bem como a modalidade de licitação deflagrada que resultou na contratação da empresa (Constil), investimento que gera em torno de R$ 2,16 milhões.
- A denunciante afirmou ter ouvido de funcionários da construtora responsável pela execução da obra que eles asfaltariam a nova sede do grupo, apesar de haver possibilidade de que o asfaltamento seja prolongamento da avenida duplicada, é curioso o fato de que acaba exatamente no entorno do prédio privado, - questionou o promotor.
Célio Fúrio destaca ainda que a denúncia ao Ministério Público é ilustrada com duas fotos da obra e que só depois que receber informações oficiais sobre o empreendimento é que vai decidir se instaura inquérito civil.