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Câmara Legislativa do DF adia votação do Iprev para quinta-feira

Apesar da aprovação em três comissões, distritais alegam abertura de diálogo com sindicalistas

por GazetaMT

30 de Novembro de 2016, 10h00

Câmara Legislativa do DF adia votação do Iprev para quinta-feira
Câmara Legislativa do DF adia votação do Iprev para quinta-feira

 

O projeto de lei complementar que autoriza o Executivo local a captar R$ 493,5 milhões do superavit do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev) para garantir o pagamento em dia do funcionalismo público até fevereiro de 2017 provocou divergências na Câmara Legislativa. O prolongamento das deliberações, que duraram pouco mais de duas horas, acarretou o adiamento da votação da proposta para amanhã, às 9h, em sessão extraordinária. O deficit para alcançar o montante total dos salários totaliza R$ 175 milhões. Assim, se o aval à iniciativa não ocorrer até esta quinta-feira, o governo quitará apenas 80% dos vencimentos no quinto dia útil. O restante será depositado nas contas dos integrantes do funcionalismo somente em 14 de dezembro.

O Iprev é integrado por dois segmentos vinculados ao Palácio do Buriti. A proposta encaminhada pelo Executivo local à Câmara Legislativa autoriza o uso de 75% do superavit de R$ 658 milhões do fundo capitalizado, integrado por cerca de 30 mil servidores nomeados a partir de 2007, ao fundo financeiro, composto por 184 mil funcionários públicos contratados até o fim de dezembro de 2006. Este último conta com um rombo de R$ 2,2 bilhões. A transferência de valores solicitada pelo Buriti garantiria o pagamento do 13º, das férias, pecúnias, licenças-prêmio e de débitos com fornecedores, além da quitação dos salários. O GDF espera saldar todas as dívidas referentes a 2016 com tais recursos.

A proposta prevê a restauração do Iprev mediante a oferta de ações do Banco de Brasília (BRB). Caso os valores necessários à reconstituição ultrapassem o montante de ativos disponíveis a acionistas minoritários, o Executivo local deve, no prazo improrrogável de 90 dias contados a partir da avaliação, indicar novas formas de pagamento. O projeto de lei complementar foi encaminhado ao Legislativo local após o governo de Brasília anunciar que, atualmente, tem apenas 85% do subsídio necessário para honrar a folha salarial.