“ORGANIZACIÓN”

Filha de ex-vereador é presa acusada de ligação com facção durante operação

A advogada teria ligações com a organização criminosa, em crimes de tráfico de drogas e roubo de veículos.

por GazetaMT

30 de Novembro de 2018, 11h08

Filha de ex-vereador é presa acusada de ligação com facção durante operação
Filha de ex-vereador é presa acusada de ligação com facção durante operação

Reprodução

A Delegacia Especial de Fronteira (Defron) desencadeou a operação Organización na manhã desta sexta-feira (30), onde uma advogada Railla Weisa Campos Silva, foi presa suspeita de ser membro da facção criminosa Comando Vermelho.

A operação cumpriu 29 mandados de prisão preventiva e 06 mandados de busca e apreensão domiciliar contra integrantes da facção, em Cáceres.

Conforme a polícia, a prisão da advogada foi com base em interceptações telefônicas, que comprovaram a atuação da advogada em crimes praticados pela facção. Railla é filha do ex-vereador por Cáceres, Célio Silva, que morreu em um grave acidente em outubro do ano passado, no km 612, da BR-364, próximo a cidade de Poconé.

De acordo com a delegada Cinthia Gomes da Rocha Cupido, titular da Defron, as investigações duraram seis meses.

“Por meio de um trabalho técnico e intenso foi possível apontar o papel de cada membro dessa facção criminosa que está por trás da prática de crimes como roubo, tráfico de drogas, furtos, receptação, etc, por meio de 'filiação/batismo', inclusive com números de suas respectivas matrículas, para a prática de diversos delitos”.

Conforme destaca a Delegada, durante período de investigação, ficou comprovado que as Ordens vinham de lideranças presas em Cáceres repassadas para o “Conselho Final” da rua, que na hierarquia da organização, detinham maior poder de comando junto às lideranças intermediárias, intituladas como “vozes finais”, que repassavam as Ordens/Visão aos “disciplinas”, que executavam do lado de fora os crimes.

Através da busca realizada no interior da Cadeia de Cáceres, foi possível identificar a lógica de como funciona as entranhas do comando vermelho em Cáceres, momento em que fora descoberto escondido (mocó) debaixo da beliche “jega”, material farto, onde foi possível verificar a contabilidade de entrada e saída de dinheiro da caixinha e movimentação  capitaneadas pelas “lojinhas/biqueiras” (bocas de fumo), que tinham como regra o fato de que os “boqueiros” só podiam fazer a aquisição de drogas de membros da própria facção ou por eles indicados, bem como, tabelavam o preço da droga a ser revendida.

A Delegada reforça que todas as lideranças, da maior a menor, foram presas durante a operação, que tem como principal vertente, impedir o crescimento e ramificações da facção em outras regiões”.

O fato é que todos os presos atuavam, ora como mandantes, ora como executores, ligados intimamente a “Organização Criminosa – ORCRIM”, com diversas funções específicas, onde cada um dos integrantes possuíam seu papel, com tarefas definidas, visando ganhar dinheiro para manterem a Organização Criminosa de pé, com compra de armas, compra de drogas para revenda, bem como proporcionar aos membros da Facção Criminosa, defesa jurídica durante Fase Processual.

Divulgação / PJC