Saldo positivo
Pedro Nadaf faz um balanço sobre o desenvolvimento econômico de Mato Grosso
“Apesar das restrições, novas empresas foram atraídas e concretizadas a implantação de outras”, disse Nadaf
30 de Dezembro de 2011, 16h09
Investimentos, aumento nas exportações, qualificação de mão-de-obra, Arranjos Produtivos Locais e industrialização de Mato Grosso são alguns dos assuntos abordados pelo secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf. O secretário fala também do artesanato mato-grossense e da industrialização do Estado. Sobre o processo de industrialização em 2011, Nadaf disse que apesar das restrições, novas empresas foram atraídas e concretizadas a implantação de outras, como a Votorantim que fica pronta em 2012, destacando ainda que Mato Grosso é o Estado que mais recebe investimentos no Centro-Oeste brasileiro.
Ainda de acordo com Nadaf, Mato Grosso representa 56% das exportações do Centro-Oeste, segundo ele a produção agrícola cresceu 8%, e as exportações aumentaram em 72% nos últimos três anos. "Isso está diretamente ligado aos empreendimentos que o Governo do Estado tem atraído para Mato Grosso. As exportações desse ano passarão de R$ 11 bilhões, sendo que em 2002, as exportações eram de R$ 1 bilhão, ou seja, nestes últimos nove anos, tivemos um aumento de 430%, esse número é extraordinário", destaca.
Com relação ao setor industrial, em 2011 pelo menos 103 novas empresas receberam incentivos fiscais. A perspectiva segundo Nadaf, é que Mato Grosso receba pelo menos R$ 22 bilhões de investimentos nos próximos anos. De acordo com o secretário, com esse crescimento foi possível também através da parceria com o Sistemas S qualificar mais de 26 mil profissionais, sendo quase quatro mil somente na área de produção industrial. "Ao todo foram qualificados e capacitados quase 30 mil pessoas em 2011, nas áreas tecnológicas, além da participação de empreendedores e empresas do Mato Grosso em pelo menos 57 rodas de negócios nacional e internacional", destacou.
Sobre o artesanato mato-grossense, o secretário disse que foi um setor que evoluiu muito nos últimos anos. Em 2011 passaram a exportar peças para o Peru, Equador e Colômbia, ainda de acordo com Nadaf, os artesãos também foram qualificados para poderem fabricar peças que atendam as regras da legislação e a demanda de grandes empresas como Walmart e Tock Stock. Outro setor que recebeu qualificação esse ano foi o das doceiras que aprenderam novas tecnologias para conservar o doce por mais tempo. Hoje Mato Grosso tem cerca de 2.500 artesãos empreendedores.
O secretário comentou também sobre o setor de Mineração de Mato Grosso, o qual produz níquel, zinco, cobre e continua sendo o maior produtor de ouro do Brasil. De acordo com Nadaf, Mato Grosso produziu cerca de quatro mil toneladas de ouro em 2010 e 160 quilates de diamante industrial. Segundo ele, recentemente foi descoberta uma grande área mineralizada, dizem que é o maior deposito mineral de fosfato do mundo, localizado em Mirassol D'Oeste. Foram implantadas também várias escolas de lapidação que têm o objetivo de ensinar os alunos a lapidar pedras. "Em Poxoréu, por exemplo, se vendia um carrinho de mão cheio de pedras por R$ 1. Com a lapidação, cada pedra chega a ser vendida por até R$ 100. Vale ressaltar que essa agregação de valores e qualificação de mão-de-obra tem aquecido a economia de alguns municípios como Alto Paraguai, Tesouro e Guiratinga", comentou Nadaf, que falou ainda sobre o projeto dos Centros de Atendimento Empresarial (Cae), segundo o secretário, a idéia era de implantar 30 centros, porém, já são 41 implantados e funcionando. De acordo com Nadaf, o objetivo do Cães é descentralizar os serviços da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia. "Em 2011 fizemos vários encontros e treinamentos dos profissionais que trabalham nestes Centros, neste projeto contamos com a parceria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e das prefeituras, a implantação do Cae em determinados municípios contribuiu muito para o desenvolvimento da economia local", finalizou, dizendo também que, os Arranjos Produtivos Locais (APLs) tem incentivado os micro e pequenos empreendedores, aqueles que se agregam em Apls têm impostos mais baratos, treinamentos e cursos de qualificação que propiciam a troca de experiência assídua. Ao todo o Estado tem 11 APLs, que reúnem cerca de 600 empresas, nos setores de comércio de água mineral, gráfico, móveis, apicultura e arroz. O objetivo é adotar metodologias de organização para empresas, com a intenção de coordenar e orientar os empresários sobre como vender mais, diminuir custos, produzir uma política local, qualificar mão-de- obra, melhorar infraestrutura e aumentar a competitividade.