ACIDENTE NA FRENTE DA VALLEY
Família doa órgão de cantor que morreu atropelado e corpo é cremado em Cuiabá
Ramon Alcides Viveiros, de 25 anos, estava internado desde domingo (23), quando foi atropelado na Avenida Isaac Póvoas.
30 de Dezembro de 2018, 09h00

Os familiares de Ramon Alcides, de 25 anos, que morreu na sexta-feira (28), cinco dias após ser atropelado quando saia da casa noturna Valley Pub, decidiram realizar a vontade do jovem de ser doador de órgãos.
Por meio de postagens nas redes sociais, a mãe do cantor, Regina Viveiros, disse que uma equipe médica, responsável por recolher os órgãos doados em todo o Brasil, veio para realizar os procedimentos.
Ramon teve a morte cerebral declarada na noite de sexta-feira. Os órgão foram retirados no sábado (29). Ele ficou cinco dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Cuiabá desde que foi atropelado.
A mãe do jovem anunciou ainda que o velório e a cerimônia de cremação estão marcadas para dar início às 10h30 deste domingo (30), na Capela Jardins, Sala Hortênsias.
O cantor foi atropelado quando estava na companhia da estudantes de Direito Myllena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos - que morreu no local -, e Hya Giroto Santos, de 21, que segue internada no Hospital Geral Universitário de Cuiabá. O acidente ocorreu na madrugada de domingo (23), na Avenida Isaac Póvoas.
A acusada do atropelamento é a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, de 33 anos, que foi autuada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) qualificado pela embriaguez e lesão de trânsito qualificada por embriaguez por duas vezes.
Ela chegou a ser presa, mas após passar por audiência de custódia, pagou fiança no valor de R$ 9,5 mil e vai responder pelo crime em liberdade.