Erro tático: Reação desproporcional pode manchar biografia de Pedro Taques
30 de Março de 2013, 07h00

Faltou mais tato ao senador Pedro Taques (PDT) e à sua assessoria no episódio envolvendo o jornalista Muvuca - que há tempos declarou 'guerra' ao político.
Podem falar o que quiser, mas será difícil apagar a impressão de que trata-se de mais um caso de abuso dos que detém o poder contra aqueles que ousam questioná-los. Apesar de odiosa, essa prática continua comum no Brasil. Aqui em Mato Grosso, então, nem se fala.
Donos de mais da metade dos veículos de comunicação e com dinheiro para comprar o restante, os poderosos daqui raramente são importunados pela mídia. E, quando são, costumam reagir com virulência. Processam profissionais, asfixiam economicamente os veículos de imprensa 'não alinhados' e, nos casos mais extremos, até mandam matar os desafetos (lembram do Sávio Brandão?).
Taques, que até aqui gozava de unanimidade como defensor dos oprimidos, agora é suspeito de ter se tornado um opressor. Muvuca, por sua vez, conseguiu projeção nacional e uma simpatia inédita. Simpatia essa que crescerá bastante dependendo da punição que receber pelos 'ataques' ao senador.
Mesmo vencendo, o senador Pedro Taques será o grande derrotado neste embate. É uma mancha que carregará em sua biografia que, até então, era impoluta.
Uma pena.