Promotor revela que já teve vontade de destruir o prédio do Centro Socioeducativo em Rondonópolis
30 de Março de 2013, 07h41
O promotor Ari Madeira protagonizou nesta semana uma situação que resume bem a triste realidade do Centro 'Socioeducativo' de Rondonópolis (as aspas são nossas). Titular da Promotoria da Infância e Adolescência, o promotor foi consultado sobre uma investigação que visava punir dois menores acusados de depredarem uma parede do banheiro do Centro. Ari Madeira opinou pelo arquivamento do caso. E fez isso de forma contundente.
Primeiro o promotor considerou que o prédio era 'impassível de ser objeto do delito de dano ao patrimônio público' pelo simples fato de que já foi condenado pelos órgãos competentes e é considerado 'um lugar indigno dos seres humanos que ali estão internados e trabalham'.
Ao final, de forma categórica, o promotor considerou que , mesmo confirmada a depredação, seria incoerência discutir qualquer punição aos garotos: "Somente fazendo um exercício de hipocrisia sem precedentes, poderia o Ministério Público buscar qualquer medida contra ou a favor dos adolescentes, por terem eles 'praticamente destruído uma parte da parede do banheiro' quando este mesmo Representante Ministerial, em sua primeira visita este ano, teve vontade de por o prédio inteiro ao chão".
O Buxixo acha que o promotor está certo. Aliás, o tal Centro - que de socioeducativo nada tem - é hoje um monumento oficial da incompetência e da irresponsabilidade da nossa sociedade no trato com os menores.
Uma vergonha para nós todos.