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Invasão do André Maggi repercute na Câmara

A maioria dos vereadores criticou a Caixa Econômica, órgão financiador e proprietário das casas, e o Governo do Estado

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30 de Abril de 2014, 16h50

Invasão do André Maggi repercute na Câmara
Invasão do André Maggi repercute na Câmara

A invasão do residencial aconteceu na madrugada da última sexta-feira, 25, quando as cerca de 500 famílias ocuparam as casas do residencial - Foto Luan Dourado/GazetaMTA invasão das 500 casas do residencial André Maggi repercutiu entre os vereadores durante a Sessão Ordinária dessa quarta-feira, 30, que contou com uma grande quantidade de populares que participam da invasão. Nos discursos, a maioria dos vereadores criticou a Caixa Econômica Federal (CEF), órgão financiador e proprietário das casas, e o Governo do Estado, responsável pela construção do residencial..

Para o líder do prefeito, Aristóteles Cadidé (PDT), a Secretaria Municipal de Habitação deveria ir até o residencial e checar a situação de cada umas das famílias de invasores.

"A Habitação tem que ir lá e checar a situação de cada família. Vá lá e diga claramente para as pessoas: se o senhor está cadastrado, vai ser contemplado com uma casa. Se o senhor não está cadastrado, vá na secretaria fazer o seu cadastro, pois essa é uma administração comprometida com a habitação popular. Mas eu defendo que é a cada um conforme o seu direito e eu defendo o direito à moradia, mas do jeito certo e com moderação, e não como foi feito em outras épocas, que eram entregues bairros sem nenhuma estrutura para as pessoas", afirmou.

Opinião semelhante teve o vereador Cido Silva (PP), que também cobrou uma posição da secretaria de Habitação. No entender de Silva, o órgão precisa participar mais ativamente e ajudar a encontrar uma solução para o caso.

Já Rodrigo da Zaeli (PSDB) alertou para o impasse criado, já que ele entende que tanto os invasores quanto pessoas que fizeram o cadastro na Habitação e aguardam na fila têm direito às casas. "O que temíamos aconteceu. Nós, vereadores, já visitamos o André Maggi alguns meses atrás e alertamos para o risco iminente dessa invasão, mas nada foi feito tanto pelo Governo do Estado quanto da Caixa. As pessoas invadiram as casas por que precisam de um lugar para morar e cansaram de esperar. Agora fica essa situação: quem está lá está é por que precisa de um lugar para morar e quem aguarda na fila de espera também", ponderou.

Quem destoou do discurso crítico foi Thiago Muniz (PPS), que se posicionou contrário à invasão e pediu 'paciência' para as pessoas que reivindicam a moradia. "Sei que é difícil falar nisso, mas é preciso paciência das pessoas, pois há um programa massivo de habitação em andamento e todos que precisarem e se cadastrarem serão contemplados", afirmou.

A invasão do residencial aconteceu na madrugada da última sexta-feira, 25, quando as cerca de 500 famílias ocuparam as casas do residencial. As obras do André Maggi iniciaram ainda em 2008 e faziam parte, inicialmente, do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que foi extinto pelo Governo Federal. Agora, as casas deverão ser vendidas pelo sistema de venda direta, que contempla famílias com renda entre R$ 1.040 e R$ 3.100.

A CEF obteve, ainda no dia 25, uma liminar da Justiça Federal autorizando a reintegração de posse do residencial, o que deve ser executado pela Polícia Federal a qualquer momento.