Vida II
30 de Abril de 2014, 10h05
Passados dois anos da descoberta da doença (câncer) que hoje não distingue esse ou aquele, crianças, adolescentes e adultos chega silenciosamente e quando se percebe o estrago já está feito e o remédio é ingerir a notícia.
Na data de 31/10/2012 foi publicado texto de minha autoria nos diversos meios de comunicação de nossa cidade com o título "VIDA" onde foi relatado como fica um pessoa no momento da descoberta da doença.
Recordo-me que no meu caso foi a véspera do aniversário de minha filha e a primeira coisa sentida por mim seria até quando estaria comemorando o aniversária dela, do meu filho e esposa que são do mesmo dia.
Hoje passados dois anos do citado episódio estou novamente a véspera do aniversário de minha filha recordando o que passei da descoberta até a presente data. Tratamento este que foi realizado totalmente aqui mesmo em nossa cidade (cirurgia, extração da parte do intestino, quimioterapias), principalmente a mudança que ocorre na vida com as abdicações de coisas que até então era possíveis de fazer.
Passa-se a viver um dia de cada vez, momentos após momentos, enfrenta os momentos turbulentos como fosse uma coisa normal, pois, qual a dificuldade maior é lutar pela vida ou ultrapassar os percalço apresentado no seu dia-a-dia.
Quero aqui tardiamente agradecer a todas as equipes que cuidou de mim desde do momentos que antecedeu a cirurgia, durante a cirurgia e após, como também os profissionais da NUTEC, por onde passei seis meses a cada quinze dias fazendo quimioterapia, no qual, hoje ainda frequento pelas revisões realizadas trimestralmente.
Não é um tratamento fácil, necessita de muita perseverança para não deixar-se abater pelas fortes medicações que somos submetidos. No período no qual estive fazendo a quimioterapia pude observar que as reações de nossos corpos regia diferente a cada pessoa sendo o mesmo medicamento mais em decorrência a imunidade as reações eram diferentes.
Neste momento que falar para as pessoas que hoje ainda está em tratamento, iniciando ou mesmo finalizando a sua trajetória não baixe a cabeça, lute com todas as forças por que as nossas conquistas é árdua mais transponíveis. Já erramos apegado a DEUS neste momento temos que agradecer pela oportunidade de estar passando pelo tratamento, pois, muitos não obteve as mesmas chances que obtivemos. Lute, lute independente que a vontade seria de desistir, momentos estes, que são relâmpagos durante o tratamento. Volto a frisar que a luta é árdua mais podemos conquistar a glória de vence-la, caso a sua situação for mais complicada não perca a esperança pois nem tudo está perdido.
Agora que falar para aqueles que tem vergonha de fazer uma colonoscopia, um exame de prostra, não se sinta envergonhado pois um exame desse ou outro de acordo com a solicitação médica pode salvar sua vida, descobrindo a doença em seu início pode ter a cura sem muito sofrimento.
Deve-se deixar a vergonha de lado isso somente é um cultura obsoleta de não fazer por é feito isso ou aquilo, pense na vida que estará jogando fora caso venha descobrir tardiamente que encontra-se com alguma moléstia difícil de cura.
Independente de querer realizar checapes em Rondonópolis ou em outras localidades o importante é que o faça. Não espere a doença bater em sua porta, ela não avisa "olha estou chegando", ela aflora sempre em momentos que não se espera.
Para que encontra em tratamento lute, lute e para os que ainda não realizou exames preventivos procures visitar os locais onde são realizados esses tratamento e veja que a vergonha perde muito para a cultura do preconceito.
Viva é seja feliz!
*Vilmar Souza de Oliveira, é contabilista, graduando em administração de empresa e servidor público municipal