MILHO

Quinta-feira começa com leve altas no mercado externo

As principais cotações operavam com movimentações positivas de até 1,50 pontos por volta das 09h08 (horário de Brasília)

por Portal do Agronegócio

30 de Abril de 2020, 11h09

Área para o milho no estado deve crescer 14% e produção 27%
Área para o milho no estado deve crescer 14% e produção 27%

A quinta-feira (30) começa com poucas movimentações para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam flutuações em campo misto entre 1,32% negativo e 1,09% positivo por volta das 14 (horário de Brasília). O vencimento maio/20 era cotado à R$ 47,32 com alta de 1,09%, o julho/20 valia R$ 44,90 com queda de 1,32%, o setembro/20 era negociado por R$ 43,27 com valorização de 0,63% e o novembro/20 tinha valor de R$ 45,50 com elevação de 0,22%.

Os futuros brasileiros seguem sendo influenciados pela incerteza quanto a produção da safrinha, que sofre com a falta de chuvas em áreas como Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e das movimentações cambiais, que ontem fecharam o dia com o dólar registrando a maior queda de dois dias desde 2009, despencando 3% e valendo 5,3552 reais na venda a vista.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) registra leves altas para os preços internacionais do milho futuro no início desta quinta-feira (30). As principais cotações operavam com movimentações positivas de até 1,50 pontos por volta das 09h08 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à US$ 3,06 com valorização de 1,50 pontos, o julho/20 valia US$ 3,15 com ganho de 0,50 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,22 com estabilidade e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,33 com estabilidade.

Segundo informações do site internacional Barchart, o milho se recuperou com a ajuda do complexo energético. Os dados do EIA mostraram que a produção de etanol atingiu em média 537.000 barris por dia durante a semana que terminou em 24 de abril. Isso foi 26.000 bpd abaixo da produção diária média da semana passada.

“Pela primeira vez em 5 semanas, os estoques de etanol caíram menos de uma semana para a outra, perdendo 1.352 milhões de barris, para ficar em 26.337 milhões. Além disso, os contratos futuros de petróleo e diesel subiram na quarta-feira”, aponta a publicação.

Relembre como fechou o mercado na última quarta-feira:

Milho se movimenta pouco no Brasil com compradores ainda retraídos

Chicago se recupera após Trump exigir abertura de frigoríficos

A quarta-feira (29) registrou poucas movimentações para os preços do milho no mercado interno brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única valorização percebida foi em Campinas/SP (4,08% e preço de R$ 51,00).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Porto Paranaguá/PR (2,17% e preço de R$ 45,00), Rio Verde/GO (2,78% e preço de R$ 35,00) e São Gabriel do Oeste/MS (5% e preço de R$ 38,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira.

De acordo com a nota diária da Radar Investimentos, os vendedores fazem ofertas frequentes no mercado físico do milho, mas os compradores ainda estão retraídos. “Esta situação pressiona as cotações do cereal em boa parte das praças produtoras do país. Em Campinas-SP, a situação não é diferente e as referências giram ao redor de R$49,00/sc, CIF, 30d”.

B3

A Bolsa Brasileira (B3) operou durante todo dia em queda e finalizou a quarta-feira (29) com movimentações negativas entre 0,44% e 1,69% por volta das 16h07 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à R$ 46,91 com baixa de 1,12%, o julho/20 valia R$ 44,81 com perda de 1,21%, o setembro/20 era negociado por R$ 43,10 com desvalorização de 1,69% e o novembro/20 tinha valor de R$ 45,65 com queda de 0,44%.

Mercado Externo

A quarta-feira (28) chegou ao fim com leves ganhos para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,75 e 3,50 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/20 foi cotado à US$ 3,04 com alta de 1,75 pontos, o julho/20 valeu US$ 3,14 com elevação de 1,25 pontos, o setembro/20 foi negociado por US$ 3,22 com ganho de 2,75 pontos e o dezembro/20 teve valor US$ 3,33 com valorização de 3,50 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,66% para o maio/20, de 0,64% para o julho/20, de 0,94% para o setembro/20 e de 0,91% para o dezembro/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os preços do milho se estabilizaram em meio a medidas para relaxar o lockdown e uma ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para manter os frigoríficos abertos após temores sobre a queda da demanda causada pela epidemia de coronavírus.

“O milho da Junta Comercial de Chicago pairou em território positivo durante as negociações do meio-dia, sustentado pelas notícias de que os estoques de etanol caíram pela primeira vez em cinco semanas, de acordo com a Administração de Informações de Energia dos EUA” aponta Christopher Walljasper da Reuters Chicago.

A demanda por etanol à base de milho se dissipou à medida que os pedidos de isolamento social mantinham os viajantes em casa, levando os mercados de milho aos menores valores dos últimos 10 anos neste mês de abril.

“Vimos um salto no consumo de gasolina no relatório da semana passada, sugerindo que talvez possamos começar a recuperar até o mês de maio, o que pode significar um aumento na demanda por etanol”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities do INTL FCStone .

Os mercados de grãos também levaram em conta os pedidos do presidente Donald Trump na terça-feira, exigindo que as fábricas de processamento de carne fiquem abertas para proteger os suprimentos de alimentos dos EUA.

“Qual será a eficácia disso? Eles conseguirão que os trabalhadores trabalhem nas plantas, então paramos o abate de animais e reduzimos o consumo de ração?” disse Suderman.

A ordem de Trump seguiu o fechamento de várias frigoríficas devido a trabalhadores adoecerem com o novo coronavírus. O processamento reduzido de carne reduziu a demanda por grãos de ração, como milho e soja.