Sensacionalismo pode atrapalhar investigações sobre a morte de apresentador de TV
30 de Maio de 2012, 09h40
Começa a ficar preocupante a onda de boatos acerca da morte do jornalista e apresentador de TV, Edson Santana. Ontem já era possível contar pelo menos cinco versões bem elaboradas, porém diferentes, de como teriam sido os últimos minutos do apresentador - que era pessoa queridíssima no meio aqui em Mato Grosso e também no estado de São Paulo, onde começou a carreira.
É claro que não se pode impedir que as pessoas comuns teçam teorias sobre o destino, a vida e a morte de personalidades públicas. O problema é quando isso atinge também profissionais de imprensa, autoridades e outros formadores de opinião, gente de quem se espera mais serenidade e cuidado em questões tão delicadas.
Nenhuma ilação precipitada, invenção ou manipulação trará o nosso colega de volta ou garantirá Justiça. A polícia está investigando as denúncias que surgiram e cabe-nos acompanhar e aguardar. Quem seguir outros caminhos corre o risco de manchar reputações - inclusive a própria.
Vale lembrar também que, ao invés de colaborar, o 'sensacionalismo' pode induzir a investigação a erros. Isso sem falar no desconforto, no constrangimento causado aos familiares e amigos da vítima.
E isso vale para qualquer vítima, importante ou não.