Corte na Educação

Estudantes manifestam contra governo Bolsonaro e movimento ganha forças

Este é segundo maior ato contra o atual presidente da República desde o início do ano.

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho

30 de Maio de 2019, 17h29

Estudantes manifestam contra governo Bolsonaro  e movimento ganha forças
Estudantes manifestam contra governo Bolsonaro e movimento ganha forças

Ocorreu na tarde desta quinta-feira (30), na Praça Alencastro em Cuiabá, mais um ato político convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), para protestarem contra os cortes realizados pelo Governo na Educação de todo o país. O movimento nacional, ganhou forças e contou não só com estudantes, mas também com os professores da rede estadual de Mato Grosso, que estão paralisados desde a última segunda-feira (27), aguardado a contra partida do governo em relação as reivindicações da categoria.

Pelo menos 8 mil pessoas se reuniram na praça e depois seguiram em passeata pela Av. Getúlio Vargas, se concentrando  em frente a Escola Estadual Liceu Cuiabano. Aderiram também a manifestação a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e entidades filiadas, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam).

Este é segundo maior ato contra o atual presidente da República desde o início do ano e a principal crítica é em relação ao anúncio de corte de 30% no orçamento de universidades federais que tivessem desempenho acadêmico abaixo do esperado. Outra pauta questionada na manifestação é a Reforma da Previdência.

Além do corte no repasse para as federais, 3.474 bolsas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também foram suspensas. 

Para a estudante de licenciatura em física da UFMT, Paloma Cristina Nogueira esse corte na educação não prejudica apenas os alunos e professores, mas toda uma sociedade, visto que as universidades realizam projetos sociais. "Eu participo de um projeto chamado Física na Nuvem, que oportuniza crianças e jovens a conhecerem os fenômenos físicos. Levamos conhecimento para escolas do Pedra 90, Osmar Cabral e CPA, mas sem o incentivo financeiro do governo, não temos dinheiro nem para o transporte", Lamenta Paloma.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, também presente no manifesto, falou sobre a necessidade que a categoria tem de defender as entidades públicas e em tom de revolta criticou o governo Bolsonaro. "Esse governo não tem compromisso nem com as universidades, nem com os professores. Temos o desafio de cobrar do poder público. O governo não terá paz, pois vamos exigir os nossos direitos", desabafa Valdeir.

O próximo manifesto será uma greve geral que já está marcada para o dia 14 de junho. O ato já está confirmado em 24 capitais, no Distrito Federal e mais de 150 cidades das Regiões Metropolitanas e do interior dos estados, segundo levantamento feito pelas CUTs estaduais e pela UNE.

Foto: Sabryna Carvalho 

Foto: Sabryna Carvalho 

Foto: Sabryna Carvalho