“JOGO DO BICHO”

Polícia interroga contadoras da FMC Ello presas na operação Mantus

Os 33 presos na operação serão interrogados individualmente durante o período de 10 dias, conforme a PJC.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

30 de Maio de 2019, 13h20

Polícia interroga contadoras da FMC Ello presas na operação Mantus
Polícia interroga contadoras da FMC Ello presas na operação Mantus

A Polícia Judiciária Civil vai interrogar as duas contadoras presas por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e com a contravenção penal denominada "Jogo do Bicho", na tarde desta quinta-feira (30), em Cuiabá.

As duas mulheres foram identificadas como Indineia Moraes Silva e Madeleinne Geremias de Barros.

Elas foram presas na operação Mantus deflagrada na manhã de quarta-feira (29), pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) juntamente com a Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz).

De acordo com o delegado titular do GCCO Flávio Stringuetta, Indineia e Madeleinne estavam ligadas a organização criminosa FMC Ello, chefiada pelo empresário Frederico Muller Coutinho, que também foi preso na operação.

As investigações revelaram que em apenas um ano, a Colibri de João Arcanjo Ribeiro e a FMC Ello de Frederico movimentaram no mínimo a quantia de R$ 20 milhões.

Um dos delegados responsáveis pelas investigações Luiz Henrique Damasceno, da Defaz, afirmou que o esquema liderado por Frederico atuava há pouco mais de 2 anos no Estado. Já a de Arcanjo existe há pelo menos 30 anos.

Os interrogatórios dos 33 alvos da operação serão realizados num prazo mínimo de 10 dias.

“Montamos uma força tarefa para realizar os interrogatórios e cada um será ouvido individualmente. Acreditamos que em 10 dias todos já tenham sido ouvidos”, explicou Damasceno.

Mantus

As investigações iniciaram em agosto de 2017, após a polícia receber denúncias sobre a contravenção penal denominada “Jogo do Bicho”.

63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos na manhã desta quarta-feira.

As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado e expedidas pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.

Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.