POLÍTICA
Dilma e Obama se reúnem e divulgam acordos fracos
Acordos firmados entre Dilma e Obama pouco mudam a realidade dos brasileiros
30 de Junho de 2015, 16h37

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (30), junto ao presidente norte-americano Barack Obama, que os cidadãos brasileiros que visitam o país com frequência entraram no programa Global Entry, uma iniciativa do governo estadunidense que diminui um pouco a burocracia para liberar a entrada de estrangeiros recorrentes nos EUA.
Com a medida, o viajante habitual não precisa mais passar pelas filas de imigração, apenas passar o passaporte em leitor eletrônico ao desembarcar nos EUA. A medida só beneficia os viajantes frequentes, sem validade para turistas eventuais.
A divulgação da medida chega com pouca comemoração aqui no Brasil, apesar dos imensos esforços da assessoria de imprensa do governo federal. Afinal de contas, viajar para os Estados Unidos atualmente é coisa de rico. Com a cotação do dólar subindo todos os dias, uma economia em baixa e a inflação em alta, é raro ver gente vibrando com a novidade.
Outro acordo entre os dois, que pouco muda a realidade atual do país no curto prazo, diz respeito ao comprometimento de erradicar o desmatamento e reflorestar 12 milhões de hectares de áreas desmatadas na Amazônia até 2030. Apesar de categórico, o compromisso ainda não contém metas específicas de redução, que foram prometidas somente para dezembro durante a Conferência de Paris, que discutirá o aquecimento global com autoridades de mais de 95 países.
Aparentemente, para Dilma e Obama, o Brasil ainda é o país do futuro.