ATO NACIONAL
Rondonópolis volta às ruas para segundo dia de manifestação contra as Reformas
Movimento se iniciou na Praça Brasil e percorreu as ruas da região central da cidade
30 de Junho de 2017, 10h18
Movimentos sindicais, de classe, trabalhadores do campo, servidores públicos, professores, estudantes e militantes de partidos de oposição ao governo Temer voltaram às ruas de Rondonópolis para o segundo ato nacional contra as Reformas Trabalhista e da Previdência. A concentração ocorreu na Praça Brasil e seguiu pelas ruas da região central da cidade.
O movimento acompanha as mobilizações nacionais agendas para esta sexta-feira, 30. Um dia após o adiamento do pedido de urgência da votação da Reforma Trabalhista no Senado, a pedido do senador e ex-ministro afastado Romero Jucá -PMDB e concordância por parte do presidente Eunício Oliveira -PMDB. A nova data está prevista para a próxima terça-feira, 4. A proposta já foi aprovada, na última quarta-feira, 28, pela Comissão e Constituição e Justiça.
Menor número, mais categorias
Em Rondonópolis, a manifestação deste segundo ato encolheu. Ganhou, entretanto, adesão de novas representações. A definição autônoma de paralisação por meio de Assembleias Gerais separadas para cada categoria fez com que nem todos os representados aderissem à greve. Nos bancos, por exemplo, houve expediente, ainda que o sindicato tenha participado do protesto.
Militantes do Levante Popular da Juventude, LGBT, segmentos jovens do PCB e da Diocese Rondonópolis-Guiratinga estavam entre os novos adeptos à manifestação. "Embora o ato hoje conte com menos gente, ganhamos mais inserção. O mais importante é termos a clareza de que as reformas estão acontecendo, sendo que a trabalhista provavelmente seja aprovada na semana que vem. A CLT será destruída", pontua Geane Lina Teles, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis -Sispmur.
Único representante do PCdoB no poder Legislativo municipal, o vereador Sílvio Negri destaca a abertura de diálogo junto aos demais 20 parlamentares sobre cada uma das reformas, ainda que numa maioria de perfil, no mínimo, conservador. "Os colegas vereadores tem, inclusive, se posicionado publicamente na tribuna da Câmara sobre os malefícios das Reformas para trabalhador", diz. Negri atua como situacionista do prefeito José Carlos do Pátio -SD. "Entendemos que o prefeito está a favor do trabalhador, por isso estamos apoiandol", diz.