SAÚDE

Emendas do “deputado Zé” deverão, enfim, ser destinadas

Prefeitura anunciou recurso para a modernização da Saúde. Pátio já é alvo de inquérito

por Robson Morais

30 de Junho de 2017, 14h31

Emendas do “deputado Zé” deverão, enfim, ser destinadas
Emendas do “deputado Zé” deverão, enfim, ser destinadas

Duas emendas parlamentares dos tempos de deputado estadual do atual prefeito José Carlos do Pátio -SD  deverão, enfim, sair do papel. Em nota enviada à imprensa, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Rondonópolis anunciou a destinação de R$ 3.231.908,07 para a reestruturação e aquisição de aparelhos e equipamentos para as unidades básicas de saúde, bem como na informatização de toda a rede no município.

Os valores das emendas são de R$ 541.401,56 e R$ 2.672.506,51 cada. Parte dos valores serão utilizados na informatização de toda a rede de saúde do município, incluindo a compra de tablets que vão ser utilizados pelas agentes comunitárias de saúde. O restante será empregado na reestruturação e aquisição de equipamentos e aparelhos para as unidades de atenção básica.

A nota enviada não menciona qualquer previsão para abertura de processo licitatório que possibilite as aquisições, em especial a do tal sistema de informatização. Na Justiça, Pátio já é alvo de Inquérito Civil que investiga a aquisição de serviços com dispensa do processo obrigatório. O caso também envolve a Saúde.

A ação foi impetrada pelo promotor de Justiça da 2ª Promotoria Cível e de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Rondonópolis, Wagner Antônio Camilo. O Inquérito poderá levar o MPE a propor, inclusive, uma Ação Civil Pública pelo Conselho Superior do Ministério Público.

A ação foi movida contra o prefeito José Carlos Junqueira de Araújo - Zé do Pátio, porque foi publicado no Diário Oficial do Município a contratação de uma empresa para a implantação de sistema de prontuário eletrônico nas unidades de saúde de Rondonópolis.

O valor do contrato alvo do inquérito, firmado pela prefeitura com a DB1 Global Software, de Curitiba, é de R$ 1.257.960,68 e, para o Ministério Público do Estado, a contratação com dispensa de licitação não evidencia se realmente foram cumpridos os requisitos legais para contratar sem licitação e, também, se o valor do contrato está dentro do que o mercado oferece.

O MPE entendeu oportuno e conveniente verificar a eventual existência de irregularidades que possam causar danos ao erário público ou mesmo a violação dos princípios regentes da administração pública municipal, que podem, inclusive tipificar ato de improbidade administrativa.