Sachetti cobra leis mais duras e faz alerta sobre Secretaria Municipal de Apoio à Segurança
30 de Julho de 2012, 06h53
O ex-prefeito Adilton Sachetti (PDT) mantém a disposição de ficar longe da campanha, mas está antenado com o dia a dia da administração em Rondonópolis. Na semana passada ele conversou com amigos e demonstrou preocupação com a criação da Secretaria Municipal de Apoio à Segurança Pública. Para ele, a decisão é um risco desnecessário e está fadada ao fracasso.
A descrença está fundada no fato de que a nova secretaria se baseia num contrato temporário, que poderá não ser renovado no futuro - deixando o município sem condições de continuar o trabalho. Sachetti avalia ainda que a nova secretaria consumirá recursos que já são escassos e criará uma expectativa junto a população que nem os governos Estadual e Federal conseguem atender.
"Na verdade precisamos de leis mais claras e de um organismo de gestão das prisões que seja eficiente. Os vereadores, deputados e senadores precisam se mobilizar para acabarmos com a história do malandro que é preso roubando de manhã e já está solto a noite", defende Sachetti.
Para o ex-prefeito a impunidade gerada pelas brechas existentes na burocracia legal perpetua a criminalidade e, enquanto esse problema não for resolvido, as outras medidas não passarão de 'paliativos para mascarar a realidade'.