PSFs emperrados

Em reunião com secretária e representantes da Sinfra, Reginaldo cobra linha dura com empreiteiras

O parlamentar pediu aos membros do Poder Executivo que efetivem uma linha mais enérgica na relação com as empreiteiras

por HEVANDRO SOARES

30 de Julho de 2014, 07h30

Em reunião com secretária e representantes da Sinfra, Reginaldo cobra linha dura com empreiteiras
Em reunião com secretária e representantes da Sinfra, Reginaldo cobra linha dura com empreiteiras

O vereador Reginaldo Santos (PPS) acompanhou a presidente do bairro Monte Líbano, Aparecida Maria de Almeida Silva, a 'Cida, e o presidente do Conselho de Saúde da unidade de ESF (antigo PSF) da mesma região, Josenildo Pereira, em uma reunião recente com a secretária de saúde de Rondonópolis, Marildes Ferreira, e representantes da Secretaria de Infraestrutura do Município - Sinfra para tratar da reforma que está ocorrendo no ESF do bairro. O parlamentar pediu aos membros do Poder Executivo que efetivem uma linha mais enérgica na relação com as empreiteiras, especialmente as que arrastam por anos obras no setor da saúde.

O parlamentar, inclusive, citou casos até mais críticos que o do Monte Líbano para argumentar que o Município não pode mais ter tanta paciência com os maus prestadores de serviço. "A reforma do ESF do Monte Líbano é fundamental, precisa de melhores esclarecimentos à comunidade e necessita de uma maior celeridade na execução, assim como muitas outras. Temos o caso, por exemplo, das unidades que estão sendo construídas na Vila Rica e Pedra 90 que a empresa que estava fazendo a obra não deu conta de tocar e a prefeitura teve de fazer um destrato. No Morumbi então não deram conta nem de começar o serviço. Isto é um absurdo, estas empreiteiras não podem mais assumir obras públicas", criticou.

Para embasar sua cobrança, o vereador lembrou-se da lei de sua autoria, sancionada pelo prefeito Percival Muniz no início do ano, que cria um cadastro negativo para empreiteiras que tenham assumido obras e as abandonado pela metade. "Esta lei é um instrumento para o Município impedir que aventureiros venham por em risco os investimentos públicos que são para o anseio popular. Quando uma creche demora para ser feita e um ESF é abandonado no meio isto não é apenas um serviço mal feito, mas representa uma criança que pode estar sem estudar e uma pessoa doente sem atendimento", lamentou.

Só em reformas atualmente, o Município tem as unidades de ESFs do Parque São Jorge, Luz D'Yara e do Distrito Industrial próximas de serem entregues.