Escutas Ilegais

Janaina acredita na participação de promotores do MPE em grampos

por GazetaMT

30 de Julho de 2019, 15h04

Janaina acredita na participação de promotores do MPE em grampos
Janaina acredita na participação de promotores do MPE em grampos

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), que foi um dos alvos de escutas ilegais ocorridas em Mato Grosso, disse acreditar que os promotores do Ministério Público Estadual (MPE) tenham sim participado do caso conhecido como "Grampolândia Pantaneira". A parlamentar ainda reitera a necessidade de punir os membros do órgão e argumenta que seria impossível que membros do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) não terem participação no esquema de escutas telefônicas clandestinas. "Essa responsabilidade pode não ser objetiva, mas é subjetiva. Pode ser que não sabiam que seria usado com esta finalidade. De investigar a vida pessoal, a namorada, a amante do secretário de Estado. Mas a responsabilidade subjetiva tem que caber. Eu sinceramente acredito que participaram, sim. Impossível que não tenha participado um Gaeco, composto por policiais, promotores... Não tem como dizer que foi doada uma placa e que não sabia que isso poderia vir a acontecer", afirma a parlamentar. Na declaração de Janaina, ela se refere a denúncia do coronel Evandro Ferraz Lesco, ex-secretário da Casa Militar. Ele revelou em depoimento que uma das placas Wytron, que compõe o sistema Sentinela, foi doado à Polícia Militar (PM) pelo ex-procurador-geral de Justiça, Paulo Prado.

"Grampolândia Pantaneira"

O esquema de escutas telefônicas clandestinas, "Grampolândia Pantaneira" foi conhecido em 2017. Na semana passada, novas acusações vieram à tona, e a suposta participação de membros do MP nas escutas clandestinas foi revelada pelos coronéis Evandro Lesco, Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson Corra, em depoimento à 11 ª Vara Militar da Capital.