Greve na Educação
Governador afirma que reajuste para professores só em 2020
Professores estão de braços cruzados desde o dia 27 de maio.
30 de Julho de 2019, 15h36
O Governador Mauro Mendes (DEM) afirmou na manhã desta terça-feira (30), que até o momento nada mudou e que não pode fazer falsas promessas aos profissionais da Educação Estadual, que estão em greve desde o dia 27 de maio. Segundo Mendes, pelo menos até o ano que vem, não será possível atender as principais reivindicações da categoria que é a concessão do pagamento de 7,6% de aumento aos professores e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). Segundo ele, é preciso primeiramente analisar o estudo de impacto que a aprovação do projeto de incentivos fiscais trará em 2020, para atender a demanda da categoria, apenas quando o Estado de fato não mais estourar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
"A conversa sempre foi à mesma, e continua do mesmo jeito. O Estado tem uma Lei para cumprir, que eu falo desde o início do mandato. Foi aprovado o projeto dos incentivos, estamos estudando o impacto que terá em 2020 e teremos uma possibilidade de antever o impacto disto na arrecadação e, consequentemente, poderemos atingir os 49%", explica Mendes.
Com a aprovação do Projeto de Lei Complementar 53/2019 (PLC 53/2019), a meta de arrecadação do governo a partir do próximo ano, com as medidas valendo a partir de janeiro, será maior. O governador segue confiante, que com o incremento nas finanças do Estado, o Executivo possa cumprir com as reivindicações da categoria.