MPF denuncia Fagundes por peculato em licitação vencida pela empresa Objetiva
30 de Agosto de 2013, 09h51
Um parecer emitido pela Procuradoria Geral da República abre caminho para que o Supremo Tribunal Federal (STF) receba mais uma denúncia de crime contra o deputado federal Wellington Fagundes (PR). Ele é acusado da prática de peculato (desvio de dinheiro público), em um caso que envolve outras 'figuras' conhecidas em Rondonópolis.
A denúncia envolve o convênio nº 1.880/2001 que previa o investimento de R$ 1,38 milhões em obras de drenagem de águas pluviais. Os recursos foram liberados pelo Ministério da Integração e o desvio teria ocorrido após a vencedora da licitação, a empresa Objetiva Engenharia, ter repassado a obra para a empresa Airoldi Construções Ltda - cujo proprietário é casado com uma sobrinha do deputado. Segundo as investigações, o convênio foi executado parcialmente.
O crime apontado pelo MPF teria ocorrido nos anos de 2001 e 2002, quando a cidade era administrada pelo prefeito Percival Muniz. Em primeira instância a Justiça havia optado pela extinção da Ação envolvendo a empresa Objetiva, mas acatou as denuncias contra a Airoldi Construções e o então prefeito. Agora, Wellington também terá de se explicar ao STF.
Vale lembrar que a Objetiva Engenharia é a mesma empresa que venceu a licitação para executar o polêmico convênio da travessia urbana das BRs 163/364 - orçado em cerca de R$ 54 milhões e também sob suspeita.