sem transparência

CBF vai ao STF contra requerimento de Wellington que investiga ‘esquema’ com federações

Por meio do departamento de comunicação, a CBF informou que não comentaria o pedido

por GazetaMT

30 de Agosto de 2015, 13h57

CBF vai ao STF contra requerimento de Wellington que investiga ‘esquema’ com federações
CBF vai ao STF contra requerimento de Wellington que investiga ‘esquema’ com federações

Um requerimento apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), aprovado pela CPI do Futebol, levou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a entrar com um mandato no Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade quer evitar ter de enviar à CPI do Senado as movimentações financeiras feitas pela entidade nos últimos 10 anos.  "Não tenho dúvidas de que o Supremo vai determinar o encaminhamento dessas demonstrações financeiras por ser importante nas investigações", disse o republicano.

'Se não tem nada errado, o que tem a esconder?', questionou o senador Wellington Fagundes - Foto AssessoriaWellington quer conhecer todos os repasses feitos pela CBF para as federações estaduais e também aos dirigentes esportivos de cada uma das filiadas. Segundo ele, pode haver, nessa movimentação, a existência de um esquema que garantiu a 'perpetuação' dos próprios dirigentes esportivos nas entidades estaduais e nacional que cuidam dos esportes.

O pedido da CBF contra o requerimento de Wellington Fagundes está com o ministro Marco Aurélio Mello, que deve dar uma decisão nos próximos dias.

O senador, no entanto, está convencido de que, independentemente da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, a própria reação da CBF em ir ao Supremo para evitar informar sua movimentação financeira no período já representa um grau de suspeita. "Se não tem nada errado, o que tem a esconder?", questiona. "A menos que haja muita coisa errada, aí explica a medida".  

Wellington Fagundes disse estranhar o comportamento da CBF, que justifica sua ação no fato de se tratar de uma entidade privada. Segundo ele, o futebol brasileiro "é um patrimônio do povo" e não pode ser tratado como um assunto apenas de uma organização. "A CBF precisa prestar contas ao povo brasileiro sobre suas ações", disse.

Além de combater o requerimento do senador de Mato Grosso aprovado pela CPI do Futebol, a entidade também quer impedir que os contratos com parceiros comerciais, para direitos de transmissão e acordos com empresas que cuidam ou cuidaram dos jogos da Seleção brasileira, também sejam revelados para a CPI, como pediu a comissão em requerimento aprovado.

A CBF também entrou no STF contra outra investigação aberta pelo Senado. Ela recorreu contra o pedido de quebra de sigilos bancário e telefônico de seu presidente, Marco Polo Del Nero.

A intenção da CPI é investigar como os repasses podem influenciar politicamente dentro da entidade. A CBF supostamente 'ajuda' anualmente cada federação filiada, com valores que variam de R$ 700 mil a quase R$ 2 milhões. Os presidentes das federações também recebem uma espécie de salário da confederação, de R$ 15 mil.

Por meio do departamento de comunicação, a CBF informou que não comentaria o pedido.

Com informações da assessoria