SENADO
Tucano Nilson Leitão avalia corrida apertada pelo Legislativo: “não pode achar que é laboratório”
Deputado federal por dois mandatos busca uma das duas vagas ao Legislativo em 2018
30 de Agosto de 2018, 13h16
O candidato tucano ao Senado em 2018, Nilson Leitão -PSDB, segue junto às lideranças partidárias da coligação 'Segue em Frente Mato Grosso' (PSL, PPS, PSB, DC, PRP, PSDB, Patri, Avante e Solidariedade) em campanha pela região Sul do Estado. Deputado federal por dois mandatos, projeta crescimento a partir das inserções eleitorais nos meios de comunicação na escalda por uma das duas cadeiras disputadas por 11 candidatos no Legislativo federal.
Nas pesquisas, Leitão disputa pareado (possui atualmente cerca de 16% das intenções de voto), enquanto o Democrata Jayme Campos desponta por fora, liderando com 34%. "Esta é uma eleição para dois tipos de pessoa: quem exerce mandato e tem serviço prestado e quem nunca disputou eleição e hoje busca vaga. Se sai bem que tem serviço prestado", analisa. "Por outro tem a intolerância do eleitor, que defende uma varredura, às vezes num voo quase cego, pode beneficiar quem é novo mas não tem nada para mostrar, só promete que fará dali pra frente. Não se poder achar que o Senado é um laboratório, tem que representar o Estado quem, de fato, tem experiência".
Entre os novatos políticos que disputam o Senado em 2018 está a juíza afastada Selma de Arruda, candidata pela mesma coligação de Leitão e responsável por alguns dos imbróglios junto ao grupo político. O mais recente se refere ao tempo de TV destinado ao programa eleitoral, de um minuto e trinta e nove segundos. "Na verdade, esta questão ainda não está resolvida. O fato é que o PSL [partido de Selma] não tem tempo de TV de acordo com atual Legislação. Eu jamais a prejudicaria, deixando-a sem tempo, mas eu que já venho como uma liderança do partido trago o bom e o mau disso, me refiro ao desgaste. Justamente o que me ajuda a fazer a campanha é o tempo de TV", argumenta.
Segundo Leitão, a primeira decisão é que o tempo do PSDB fique com o PSDB, o do PSL com o PSL e os demais partidos dividem o tempo restante. Para o tucano, o tempo final, nesta conta, seria de um minuto e nove segundos. "Ela [Selma] encampa essa tese de antipolítica. Quando ela, ou qualquer outro candidato diz 'pode votar só em mim e não nos outros' ela me deixa uma situação ruim. Não está certo emprestar mim casa para alguém que vai falar mal de mim", diz.
Apesar da declaração, Leitão nega que a coligação esteja rachada. "Não há instabilidade, há o debate. Isso é assim em todas as coligações nas outras coligações. Eleição ao Senado é individual, um disputa com o outro, é natural", diz.
Ataques
Em 2017, Leitão foi alvo de duras críticas pela autoria em Projeto de Lei na Câmara, considerado pela grande imprensa nacional de "lei da escravidão". Jornais de grande circulação acusaram o parlamentar de propor que o trabalhador rural trabalhasse no campo em troca de casa e comida, não de salário.
Questionado pela reportagem sobre a utilização do fato pelos adversário na disputa eleitoral, o tucano se defende. "A imprensa vendeu a ideia de quem eu trocaria salário por comida. Isso nunca foi verdade. O que houve foram grupos travando uma guerra ideológica, com estratégia econômica e política. O projeto previa tratar a questão rural com responsabilidade, beneficiando empregado e empregador. O salário sempre foi intocável Expus tudo em uma CPI. Sou, por exemplo, o primeiro deputado a propor uma discussão sobre a demarcação das terras indígenas, por exemplo, fiz frente a esta e outras lutas, denunciei ONGs e procuradores da Repúblicas, oportunistas com essa questão. A título de exemplo: Há orçamento de R$ 2 bilhões de reais para serem destinados à Saúde do índio, sendo que metade disso fica nas mãos das ONGs enquanto aumenta o número de mortalidade infantil desta população. A questão é que fazem sempre destes assunto um jogo ideológico. Há também os que usam o índio como adorno para estampar capa de revista da Europa. Eu não quero isso".
Sobre a campanha: "Se trouxerem essas questões contra mim durante a campanha, estarei preparado. Tenho mais voto a ganhar do que perder, porque tenho diálogo e argumento. Poso até perder popularidade, mas não credibilidade. Não quero perder a vergonha na cara".