Desagregadora
Selma Arruda fala em deixar PSL e deve fundar PS
30 de Agosto de 2019, 07h56
Cassada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a senadora e ex-juíza Selma Arruda tem criado problemas e embaraços para o seu partido, o PSL, e já fala abertamente em se desfiliar da sigla que a elegeu. Tido como desagregadora pela cúpula nacional do partido, ela não consegue se enquadrar e seguir as orientações partidárias, agindo como se não vivesse dentro de uma organização coletiva e na prática se isolando e frustrando aqueles que imaginaram que a mesma aprenderia os meandros da política, que exigem muita conversa, negociação e atuação em bloco.
A senadora cassada é tão "diferentona" que sequer compareceu na reunião da bancada federal com o presidente Bolsonaro, que é de seu atual partido, reunião essa que contou com a presença do governador Mauro Mendes, deputados estaduais, vereadores e outras lideranças, que trataram de questões importantíssimas para o estado, como a liberação do FEX, a questão da ordem judicial para desocupação do Distrito de Jarudore e outras igualmente relevantes.
Cassada e cada vez mais isolada, ela não fala em abandonar a carreira política, mas no ritmo que vai, isso será inevitável. Se dependesse dela mesma, ela deixaria o PSL e fundaria para si o PS (Partido da Selma), onde seria a única filiada, mandatária maior e não passaria pelo perrengue de ter que se relacionar com outros políticos, sendo ela mesma o centro de toda a sua estratégia política.
Eleita em 2018 como a mais votada no estado para o Senado, tendo obtido 678.458 votos, Selma Arruda teve o mandato cassado por unanimidade no TRE pelos crimes de caixa 2 e abuso do poder econômico, se mantendo no cargo por conta de ter recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda não julgou sua situação.
O que intriga o Buxixo é porque a ex-juíza largou a magistratura e se aventurou na política se não pretendia fazer política?