Eleições 2014

Sorteio das urnas que vão passar por auditoria será no sábado

Essas urnas sorteadas por amostragem já passaram por toda a preparação para o pleito, e estão dispostas nos locais de votação

por GazetaMT

30 de Setembro de 2014, 16h30

Sorteio das urnas que vão passar por auditoria será no sábado
Sorteio das urnas que vão passar por auditoria será no sábado

Duas urnas eletrônicas, uma de Cuiabá e outra do interior de Mato Grosso, serão sorteadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), no dia 04 de outubro, véspera das Eleições 2014, para participar de uma auditoria, chamada de votação paralela. Essas urnas sorteadas por amostragem já passaram por toda a preparação para o pleito, e estão dispostas nos locais de votação, sob todas as condições reais de votação, inclusive com o lacre. O sorteio ocorrerá às 9h, no saguão do Plenário do TRE-MT.

Todo o procedimento, inclusive o deslocamento dos equipamentos até o Tribunal, é acompanhado por representantes de partidos políticos/coligações, pelo Ministério Público, pelos fiscais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pela Comissão de Votação Paralela do Tribunal Regional. O objetivo é atestar a segurança do sistema eletrônico de votação, como ressalta o presidente da Comissão, juiz Gilberto Bussiki. "A auditoria é a oportunidade para dirimir qualquer dúvida da sociedade com relação à segurança do voto, pois fazemos a checagem entre os votos registrados e os computados".

Na auditoria, que ocorre nos mesmos dia e horário da votação oficial, as urnas são submetidas à votação aberta e todos os votos são conferidos no final. Para o coordenador de Sistemas Eleitorais do TRE-MT, Salomão Fortaleza, é a prova de fogo da urna eletrônica e dos sistemas que nela estão. "Esse mecanismo resolve aquela dúvida comum do cidadão: 'será que meu voto vai ser realmente computado para o meu candidato?'".

O número de urnas que vão participar da votação paralela é determinado pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.397/2013, e varia de acordo com o número de sessões eleitorais de cada Estado. Segundo a secretária da Comissão de Votação Paralela, Rosely Saboia, todo o processo é feito com vistas a atestar a fidedignidade do sistema eletrônico de votação. "A auditoria é aberta à participação de toda sociedade, para verificar que as urnas vão computar corretamente os dados inseridos".

Detalhes do procedimento

No mesmo dia e hora da eleição oficial, depois que os fiscais do TSE e os representantes dos partidos/coligações verificam a assinatura e o resumo digital dos sistemas eleitorais, começa a votação paralela. Esses representantes preenchem cédulas de papel de votação não oficiais, que são armazenadas em urnas de lona. Este ano, o TRE-MT também distribuiu cédulas entre os estudantes do Colégio Maxi e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que serão preenchidas com os números dos candidatos oficiais registrados na Justiça Eleitoral. Serão registrados 500 votos em cada urna e armazenados em urna de lona, previamente lacrada.

A urna de lona é aberta e os votos são retirados, um a um, lidos e digitados em um microcomputador, onde está instalado o sistema de apoio à votação paralela. O sistema imprime duas vias de cada voto. Uma via é anexada à cédula em papel e a outra é utilizada para a votação na urna eletrônica. Neste momento, quem for votar na urna eletrônica deve permitir a filmagem da via impressa pelo sistema de vídeo e ler em voz alta o conteúdo da cédula ao mesmo tempo em que digita os dados no equipamento.

A votação paralela termina às 17h, assim como ocorre no pleito oficial. O sistema imprime relatórios contendo comparativos com o sistema de votação paralela, para aferição dos resultados. Todo esse procedimento, ao final, é validado pela Auditoria do TSE.  Os documentos e materiais utilizados pela votação ficam guardados, por pelo menos 60 dias, na Secretaria Judiciária dos TREs, ou até o trânsito em julgado de qualquer recurso ajuizado contra o procedimento.

A secretária da Comissão de Votação Paralela ressalta a importância de divulgar o procedimento. "É nosso dever como servidor e cidadão informar à sociedade, com o apoio dos órgãos de comunicação social, a existência da auditoria de urnas eletrônicas. A divulgação deve ocorrer nos quatro cantos deste Estado, porquanto é adotada pelo TSE para ocorrer em todos os Tribunais Regionais Eleitorais, visando demonstrar que a urna eletrônica é confiável e fidedigna", afirma Rosely Saboia.