ELEIÇÕES SUPLEMENTARES

Ministério Público alega prazo e pede impugnação de candidatura de suplente de Taques ao Senado

Médica não se desligou das funções 3 meses antes do pleito eleitoral.

por Estevan de Melo - de Cuiabá

30 de Setembro de 2020, 09h35

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação da candidatura da médica Elza de Queiroz (SD). Ela é segunda suplente na chapa do ex-governador Pedro Taques (SD), que disputa uma cadeira ao Senado. O pedido ainda aguarda decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O motivo do pedido é que a médica não teria deixado suas funções públicas dentro do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral. Ela é servidora da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e lotada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no departamento de nutrição.

A candidata precisava ter se descompatibilizada dos serviços até três meses antes do dia da votação, que ocorre em 15 de novembro.

“No caso dos autos, a candidata foi escolhida em convenção ocorrida na data de 16/09/2020 (quarta-feira), contudo somente na data de 18/09/2020 (sexta-feira) é que formalizou seu requerimento de desincompatibilização do cargo público que exerce na Administração do Estado de Mato de Grosso (ID nºs 4470022 e 4470322)”, diz trecho da ação.

Ela também não apresentou comprovações de que se desligou das funções para a disputa.