Polêmica no facebook

por GazetaMT

31 de Janeiro de 2012, 14h11

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Uma rondonopolitana publicou um texto em seu mural do facebook relatando que um policial militar aposentado lhe apontou uma arma em direção à cabeça em uma discussão após um acidente de trânsito. O texto já foi compartilhado por várias pessoas e está chamando atenção de internautas.

Leia o texto na íntegra:

Revolta!!!! Indignação!!!!!! Estas são as palavras que tenho para descrever o que me aconteceu hoje. Fui ajudar um amigo que bateu no carro de um cidadão que infelizmente era um policial militar aposentado, quando chegamos lá eu não sabia que o cidadão era policial e ele tinha pego os documentos do meu amigo que estava no local e não se omitiu de arcar com as despesas porem não quis devolver os documentos do meu amigo. Eu estava com o me filho de 2 anos no colo e disse ao cidadão, que ele não tinha o direito de prender os documentos do meu amigo afinal quem teria que fazer isso é a polícia que já havia sido chamada para registrar a ocorrência. Ele que estava sentado ficou de pé e me mandou calar a boca, e perguntou quem eu penso que sou pra tomar satisfação dele, eu respondi a ele que: sou uma cidadã igual ao senhor, com os mesmos direitos e obrigações. Ele me chamou de idiota, me mandou ficar quietinha que ele era policial, meu marido que estava ao lado vendo tudo disse pra ele: você sendo policial ou não, não pode fazer isso, o cidadão, agora policial, levantou o tapete do carro e pegou uma arma e apontou pra mim que estava com meu filho no colo e depois pro meu marido mandando agente calar a boca e ir embora que agente não sabia o que tinha acontecido. De fato, a gente não estava lá na hora do acidente, mas o meu amigo não se negou a pagar as despesas , apenas disse que tinha que ver onde ficaria mais barato o conserto e de forma parcelada, pois ele trabalha e ganha apenas um salário mínimo. Mas isso foi o suficiente pro policial aposentado, o ameaçar com a arma, exigir que ele desse os documentos pra ele e em um determinado momento da discução (sic), antes de eu chegar, ter feito meu amigo correr dentro do mato com medo pois ele estava apontado sua arma pra ele e fazendo ameaças. É revoltante!!!! Os danos no carro foram mínimos, mas no país da impunidade é assim que acontece. Quando a viatura da polícia militar chegou no local, o cidadão se identificou como cabo Roberto e os policiais então só ouviram a versão dele querendo levar meu amigo e meu marido presos, disse que pegou a arma porque meu marido ia bater nele. E ficou me chamando de mentirosa quando eu tentei contar a minha versão que tinha testemunha dizendo que o que eu estava falando era verdade, os policiai mandaram o rapaz que era testemunha ir embora pra não sobrar pra ele, ainda disse que o cidadão estava certo de pegar a arma com medo e me disse: olha o tamanho do seu marido!!! Pra escorar um homem desse tamanho só puxando uma arma!!! Ser grande agora é ameaçador!!!!! Ficou ainda pior quando chegou uma segunda viatura com um policial que eu conhecia, me pedindo pra ficar calma, que isso não ia dar em nada, pra mim ir (sic) pra casa!!!! O cara aponta uma arma pra mim com meu filho no colo e eu é que tenho que ficar quieta e ir pra casa!!!!! É revoltante!!!! Ele podem andar com carro pulado, sem documentos, ganham lanchinhos na cidade toda, eu, que sou uma cidadã que ele deveria protege, sou ameaçada, coagida por eles e ainda me mandam calar a boca!!!!!!! Porque o cidadão tem as costas quentes com juiz, é evangélico, tem boa reputação e é policial militar aposentado, ele tem o direito de se exaltar e apontar uma arma pra mim com meu filho no colo. O susto e o nervoso já passou, mas a indignação vai ficar pro resto da vida, afinal não pretendo ter caso com juiz nem com político, não pretendo ser policial nem ter cargo público. Ou seja, num serei ninguém, não tenho as costas quentes. A única coisa que me restou foi compartilhar com vocês este fato lamentável que me deixa com lágrima nos olhos só de lembrar. (F.E.)