Violência contra jornalistas e envolvimento de políticos comprometem liberdade de imprensa no Brasil
31 de Janeiro de 2013, 11h06
Ser jornalista no Brasil está cada vez mais difícil e perigoso. É o que mostra o relatório sobre a liberdade de imprensa, divulgado nesta semana pela ONG 'Repórteres sem Fronteiras'. Entre 179 países pesquisados o Brasil ficou em 108º lugar - nove posições abaixo que a já desonrosa classificação obtida no ano anterior.
Além do assassinato de profissionais (foram cinco jornalistas mortos em 2012), a situação por aqui é agravada pela censura causada por ordens judiciais e também pela concentração dos meios de comunicação nas mãos de políticos (ou grupos políticos).
Aliás, a nossa Constituição impede que detentores de mandatos sejam donos de concessões de veículos de comunicação (rádio e tv), mas essa proibição é desrespeitada de forma absurda em praticamente todos os Estados do país - inclusive o nosso Mato Grosso.
Seja como for, em termos de liberdade de imprensa, o Brasil, considerado o motor econômico da América Latina, está bem atrás de nações menores como o Suriname (31º), El Salvador (38º), Haiti (49º) ou a Guatemala (95º).
Uma vergonha que merece a atenção de todos.