MISTÉRIO
No período chuvoso, Prefeitura de Rondonópolis ainda não confirma nova Defesa Civil
Assessoria diz que equipe está interinamente junto à Sema que, por sua vez, não deu informações à reportagem
31 de Janeiro de 2017, 14h28

O volume de chuvas contabilizado na última sexta-feira (27) despertou o alerta nos pontos de maior risco de enchentes. Nesta semana, a continuidade das chuvas manteve o nível de medição do Rio Vermelho próximo a casa dos 5 metros e 50 centímetros, volume acima do considerado controlado pela Defesa Civil de Rondonópolis, que é de 5 metros e 30 centímetros.
Problema agravado pela a ausência de agentes da Defesa Civil no atual governo do prefeito José Carlos do Pátio. Até dezembro, ainda sob o comando do prefeito Percival Muniz, a defesa civil contava com equipes de bombeiros civis, Coder e demais agentes. Nenhum, entretanto, supostamente permaneceu na troca do Poder municipal.
Ainda na última sexta-feira, a reportagem do GazetaMT registrou o volume das águas próximo a régua de medição do Rio Vermelho. Naquele mesmo dia, nenhum membro da nova equipe da Defesa Civil conversou com o jornalista Emerson Dourado.
Nesta semana, após a repercussão do caso, via assessoria, a reportagem foi informada pela Prefeitura que o órgão de apoio está interinamente lotado na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). Novamente a reportagem não conseguiu resposta. Na ausência do secretário João Fernando Copetti, por motivos de saúde, nenhum outro servidor aceitou dar informações.
Quem se prontificou a fazer frente aos estragos da última madrugada em toda a cidade foi o Corpo de Bombeiros. Por diversos bairros, árvores caídas e buracos abertos pela força das águas da chuva exigiram atenção por parte das guarnições.
A reportagem continua tentando contato com a Sema de Rondonópolis, com vista no atual período de fortes chuvas.
Histórico
Em cheias em anos recentes, os principais pontos que preocuparam a defesa civil do município foram a Vila Rondon e a Vila Canaã. O ribeirão Arareau em dias de cheia do Rio Vermelho sofre o represamento e suas águas chegam próximas as cabeceiras das pontes que ligam a cidade de um extremo ao outro.
Fator que preocupa a população que mora próximo aos pontos de alagamento é a previsão de mais chuva na cabeceira do Rio Vermelho, na cidade vizinha de Poxoréo.