Polícia impediu uso de investigação por profissionais da 'baixaria eleitoral' em Rondonópolis
31 de Outubro de 2012, 08h41
O delegado regional Percival Eleutério admitiu nesta semana que houve uma tentativa de 'plantar' informações visando envolver um candidato a prefeito no 'Caso João César'. O delegado não citou nomes de ninguém, mas deixou a entender que um dos alvos foi o prefeito eleito Percival Muniz (PPS). A ação só não deu certo graças ao senso de responsabilidade e à eficiência dos policiais e do comando da Polícia Civil, que acabaram esclarecendo o crime e prenderam os assassinos.
A coluna já tinha ouvido rumores nesse sentido durante o período eleitoral, mas preferiu não comentar o assunto à época por achar a história absurda demais. Porém, diante da confirmação feita pela própria Polícia Civil, fica constatada que a baixaria eleitoral atingiu níveis mais profundos que imaginávamos.
Transformar em 'arma eleitoral' um fato bárbaro como a execução do servidor público, sem levar em conta o sofrimento da família e amigos e a apreensão da sociedade, demonstra absoluto desrespeito pela ética, pelas leis e até pelos valores cristãos. É coisa de escroque, de gente sem caráter e, claro, sem condições de atuar no meio político ou representar a população.
Infelizmente o delegado ainda não informou o nome das pessoas que procuraram a Polícia para tentar plantar as informações falsas com objetivos eleitoreiros. Mas seria bom que a sociedade, e os familiares da vítima, pudessem conhecer estes marginais.