CRISTIANISMO

Medeiros preside sessão em homenagem aos 500 anos da Reforma Protestante

Movimento iniciado por Martinho Lutero em 1517 foi celebrado na última semana em todo o Brasil

por GazetaMT

31 de Outubro de 2017, 07h37

Medeiros preside sessão em homenagem aos 500 anos da Reforma Protestante
Medeiros preside sessão em homenagem aos 500 anos da Reforma Protestante

O senador José Medeiros (Pode-MT) presidiu nesta manhã de segunda-feira (30), no Senado Federal, sessão especial em que celebrou os 500 anos da Reforma Protestante, movimento iniciado em 31 de outubro de 1517, quando o monge agostiniano Martinho Lutero afixou 95 teses que criticavam a conduta da Igreja Católica na porta da Igreja de Wittemberg, na Alemanha.

"O dia 31 de outubro de 1517 marcou profundamente a história da cristandade. Iniciou-se, naquele momento, a difusão das ideias responsáveis pela mais significativa renovação do pensamento religioso cristão desde a consolidação do cristianismo como religião dominante na Europa, no século IV da nossa era", destacou.

Durante sua fala, Medeiros destacou ainda a importância de Martinho Lutero. "Abandonou uma promissora carreira jurídica, assaltado pela incerteza e pela angústia, buscando no monastério a paz que não encontrava nas ruas. Seguidor fiel de todos os preceitos da Igreja e votos agostinianos, não conseguia, porém, encontrar suas respostas. O início de suas atividades como professor propiciou a retomada sistemática dos estudos bíblicos, com rigor e método. Ficou impressionado com passagens do texto sagrado, especialmente a Epístola de São Paulo aos Romanos", afirmou.

Religiosos e senadores enfatizaram a luta de Lutero pela educação e a igualdade. Dalcidio Gaulk, pastor Sinodal da Igreja Luterana, lembrou que uma das grandes contribuições de Lutero foi a defesa da livre interpretação da Bíblia, até então restrita a membros do clero. "Comemorar é recordar e festejar em conjunto. O grande presente dessa comemoração que estava dentro desse embrulho da Reforma é o próprio evangelho do nosso senhor Jesus Cristo, que até ali não era acessível para o povo, para as pessoas que tinham sede da palavra de Deus. O grande legado é palavra de Deus e a alfabetização para que homens e mulheres pudessem ler a sagrada escritura", defendeu.

As 95 teses de Lutero criticavam, entre outros pontos, a deturpação do evangelho, a venda de indulgências, a corrupção, o enriquecimento ilícito e a falta do celibato clerical da Igreja Católica. Elas deram origem a um movimento de ruptura que levou à criação de uma nova religião cristã, o Luteranismo, identificado como um movimento protestante em relação ao Catolicismo.

Segundo o secretário-executivo do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, reverendo Juarez Marcondes Filho, o termo  era usado originalmente de forma pejorativa, mas  logo se transformou em sinônimo de "verdade". "Protestante é um nome que muito nos honra. Ser protestante é atestar a favor de alguma coisa. Protestantismo nasce com objetivo de atestar a favor da verdade, a favor da palavra de Deus, contrariando o pensamento da Igreja Católica que à época havia se afastado da verdade", disse Marcondes Filho.

O movimento protestante ganhou grandes proporções se espalhando pela Europa e, deu origem a novas religiões a Igreja Anglicana, na Inglaterra; e Calvinista, na França e Suíça.  Mais tarde surge também a Igreja Metodista, no Reino Unido, e religiões Pentecostais e Neopentecostais, que se popularizaram nos Estados Unidos e no Brasil.