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Vereador adere a discurso do cacique contra o agronegócio

por GazetaMT

31 de Outubro de 2018, 14h53

Vereador adere a discurso do cacique contra o agronegócio
Vereador adere a discurso do cacique contra o agronegócio

O vereador por Rondonópolis e deputado estadual eleito em 2018, Thiago Silva -MDB, resolveu fazer coro à bandeira mais recente do cacique emedebista e deputado federal Carlos Bezerra. O discurso ataca diretamente o setor do agronegócio.

Na teoria, argumentam vereador e cacique, as medidas visam equilibrar as contas do Estado. Junto ao corte no duodécimo dos Poderes, alegam que a taxação do agro é o caminho para uma economia sustentável, rumo à "casa em ordem".

Ser contra ou a favor de tal medida, não cabe à coluna aqui expressar. O viés político é o que nos interessa. Frisa-se: discurso de político é sempre um discurso político.

A tal taxação do agronegócio -que deixa de repassar ao Estado cerca de R$ 6 bilhões anualmente, segundo números da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM)- sempre foi tabu entre os de velha política. Gente como Carlos Bezerra e outro que, recentemente, resolveu cutucar a ferida: Jayme Campos -DEM.

Senador eleito em 2018, Campos foi quem deu o início a toda esta briga. Bezerra foi na onda e também se pronunciou publicamente. Ambos os candidatos compunham o mesmo grupo político, encabeçado pela vitoriosa candidatura de Mauro Mendes ao Governo.

Curiosamente, Jayme levantou a bandeira exatamente no mesmo ano eleitoral em que boa parte do setor investiu pesado nas candidaturas dos concorrentes Carlos Fávaro, Adilton Sachetti e, principalmente, Selma Arruda, a ex-juíza e agora -também eleita- "senadora Bolsonaro".

Basta ligar os pontos!

EM TEMPO: Nesta briga, Thiago Silva, tão somente, cumpre o papel.