CORONAVÍRUS

Mendes diz ser contra atitude de Bolsonaro de fingir que nada está acontecendo

Ele disse não defender nem aquilo que o Bolsonaro falou e nem aquilo que outras pessoas defendem, fechar tudo.

por Fernanda Leite

31 de Março de 2020, 16h00

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Divulgação

O governador Mauro Mendes (DEM) disse nesta terça-feira (31) que é contra a posição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) 'de fingir' que nada está ocorrendo com relação à pandemia do Coronavírus e também é contra aqueles que defendem o chamado lockdown (loqueio) total de isolamento social.

"Essa posição de lockdown (bloqueio total), é uma posição recomendável , mas não no incio do primeiro caso.Em Mato Grosso, por exemplo, tem município que não tem nenhum caso do Coronavírus e [ o prefeito] mandou parar tudo", comentou em uma entrevista para a TV Cidade Verde.

Mendes disse ainda que as empresas não irão suportar o impacto do isolamento longo. “60 ou 90 dias de comércio fechado iremos aguentar? É um problema gigante. Eu estou muito preocupado com as pessoas, com as pequenas e micro empresas, com o emprego dos mato-grossenses. Então, por isso que eu defendo o meio termo. Dizem que a virtude está no equilíbrio, nem aquilo que o Bolsonaro falou, com todo o respeito ao nosso presidente, que diz que está tudo normal, como se nada tivesse acontecendo, e nem aquilo que outras pessoas defendem de fechar tudo. Vamos continuar parando aquilo que pode ser parado neste momento, vamos redobrar as nossas medidas de segurança e prevenção e vamos colaborar, principalmente o grupo de risco", pontuou ele.

O governador alertou ainda sobre algumas medidas de segurança que a população deve tomar durante este período.

" Se você precisa trabalhar, não coloque a mão na boca, mantenha uma distância segura, de um metro e meio, isso diminui o risco", disse. Conforme o governador, a preocupação neste momento é preparar os hospitais para que não ocorra um colapso na saúde. "Precisamos diminuir o risco e nosso sistema de saúde vai ter condições de atender aqueles que foram infectados", alertou.